Eleições 2026
Gaspar ainda espera união da oposição, mas admite reavaliar cenário
“Continuo achando que a união da oposição é o melhor caminho. Caso isso não seja possível, o cenário será reavaliado."
O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça, presidente do PL em Alagoas, ainda aposta na união da oposição no Estado. Mas admite que o cenário poderá ser reavaliado caso a composição não avance.
Questionado pelo blog sobre a possibilidade de o PL lançar candidato próprio ao Governo de Alagoas e sobre as conversas com JHC, o pré-candidato ao Senado respondeu:
“Continuo achando que a união da oposição é o melhor caminho. Caso isso não seja possível, o cenário será reavaliado.”
A resposta foi dada na noite desta quarta-feira (22/07) e, embora curta, confirma que o entendimento ainda está sendo buscado. Ao mesmo tempo, mostra que Alfredo Gaspar e o PL já consideram outra alternativa caso JHC não aceite uma aliança mais ampla.
Gaspar não fala apenas de uma composição pessoal com o pré-candidato do PSDB. Ao defender a “união da oposição”, inclui no mesmo arranjo Arthur Lira e a Federação União Progressista.
É justamente aí o maior entrave para a negociação avançar.
JHC mantém interesse em ter Alfredo Gaspar ao seu lado na disputa pelo Senado, mas tem resistência a uma aliança que também inclua Arthur Lira.
Gaspar, por sua vez, já firmou compromisso com o ex-presidente da Câmara: os dois marcham juntos na disputa das duas vagas de senador nas eleições deste ano.
A conta, até agora, não fechou.
A declaração de Alfredo vem depois de Arthur Lira também admitir, na segunda-feira (20/07), que o grupo poderá seguir por outro caminho caso a composição com JHC não seja concluída.
Nos meios políticos, aumentaram nos últimos dias os comentários sobre a possibilidade de PL e União Progressista apresentarem um novo nome para disputar o Governo de Alagoas. Esse movimento dependerá, em grande parte, da resposta de JHC.
A avaliação entre dirigentes e interlocutores dos dois partidos é que a espera não deve necessariamente chegar ao último dia das convenções, em 5 de agosto. Se não houver avanço até o final de julho, PL e União Progressista poderão começar agosto discutindo outra solução para o governo.

