Eleições 2026

Lira, Gaspar e Davi devem seguir em campanha solo até as convenções

O grupo do governador Paulo Dantas chegou a procurar Davi Davino Filho para discutir uma possível aliança

Por Blog Edivaldo Junior 30/06/2026 13h01
Lira, Gaspar e Davi devem seguir em campanha solo até as convenções
, - Foto: Reprodução

O cenário das chapas majoritárias em Alagoas deve continuar praticamente como está até as convenções partidárias, que começam em 20 de julho e vão até 5 de agosto. Com muitas conversas. E poucas definições.

Na oposição, Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho devem seguir, por enquanto, em campanhas solo para o Senado. Cada um mantém sua própria agenda, seu próprio discurso e seu próprio caminho.

O grupo do governador Paulo Dantas chegou a procurar Davi Davino Filho para discutir uma possível aliança. Entre as opções postas na mesa estavam a vice ou uma composição para o Senado. A conversa, no entanto, não evoluiu.

Davi também conversou com JHC depois de um encontro em Arapiraca, na semana passada. Ele elogiou o ex-prefeito, numa aparente estratégia para arrefecer especulações de que poderia fazer aliança com Renan Filho, mas a aproximação também não avançou.

Uma aliança com JHC até poderá acontecer mais adiante. Mas, neste momento, Davi enfrenta dificuldades para obter liberação do Republicanos. O partido tem projeto próprio e não parece disposto a liberar o pré-candidato agora.

No campo de JHC, o desenho do palanque continua indefinido. O ex-prefeito deve seguir com a senadora Eudócia Caldas nas caminhadas e agendas públicas. Ela aparece como pré-candidata à reeleição, embora ainda possa disputar na condição de suplente, caso JHC avance numa aliança com outros pré-candidatos.

JHC também trabalha para uma possível composição com Alfredo Gaspar. O problema é que Alfredo tem acordo com Arthur Lira. Os dois caminham juntos na disputa pelo Senado. Lira quer uma aliança com JHC, mas JHC não demonstra disposição de ter o deputado em seu palanque.

Na prática, JHC quer Alfredo. Mas, para ter Alfredo, teria de levar também Lira. E essa é a trava.

Do lado governista, o desenho está mais resolvido. Renan Filho é o pré-candidato ao governo. Para o Senado, o grupo trabalha com Renan Calheiros e Wanderley. A vice deve ficar para mais perto das convenções, que devem ocorrer na primeira semana de agosto.

Enquanto isso, a pré-campanha segue com três nomes ao Senado em voo solo: Alfredo Gaspar, Arthur Lira e Davi Davino Filho.

Na disputa pelo governo, as estratégias também se diferenciam. JHC mantém o ritmo de caminhadas, feiras e contato direto com o eleitor. Nesta segunda-feira, esteve em Olho d’Água das Flores.

Renan Filho ajustou a agenda. Depois dos grandes atos de imagem, passou a apostar em reuniões setoriais, visitas mais direcionadas e articulação política ao lado de Paulo Dantas.

Nesta semana, o senador deve visitar o território político da família Pereira, com agendas em Teotônio Vilela e Campo Alegre. Também deve participar de encontros setoriais e seguir na construção de novos apoios de prefeitos ligados ao PP.

Renan Filho aposta no atacado: prefeitos, deputados, grupos regionais e articulação de bastidor. JHC insiste no varejo: feiras, caminhadas, redes sociais e presença direta nas ruas.

As duas estratégias têm lógica. Mas o nó da oposição continua no Senado. Enquanto Gaspar, Lira e Davi não definirem seus caminhos, JHC terá dificuldade para fechar uma chapa mais ampla. E, pelo andar das conversas, essa definição pode ficar mesmo para a reta final das convenções.

Até lá, a tendência é de campanha solo para os três pré-candidatos ao Senado, muita conversa de bastidor e pouca mudança imediata no desenho das chapas.