Eleições 2026
Michelle relata ruptura com Flávio e expõe crise na família Bolsonaro
Ex-primeira-dama afirma ter sido desrespeitada pelo enteado e rebate críticas sobre sua atuação política dentro do PL
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou públicas nesta quarta-feira (24) declarações sobre um rompimento político e pessoal com o senador Flávio Bolsonaro.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado durante divergências envolvendo os rumos do Partido Liberal (PL) no Ceará.
Segundo Michelle, o afastamento teve início após discussões relacionadas à estratégia eleitoral da legenda no estado. Ela se posicionou contra uma aliança do partido com o ex-governador Ciro Gomes, argumentando que o apoio contraria princípios defendidos pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama afirmou que não mantém contato direto com Flávio desde o fim de 2025 e negou rumores de que teria condicionado seu apoio político a um pedido público de desculpas. De acordo com ela, o perdão pelo episódio já foi concedido, mas as divergências permanecem.
Nos vídeos, Michelle relatou que se sentiu desvalorizada após ouvir que deveria permanecer afastada das decisões partidárias por supostamente não ter experiência suficiente na política. Ela também declarou que recebeu manifestações públicas críticas do senador e de outros integrantes da família Bolsonaro após questionar a articulação do partido no Ceará.
Ao comentar o episódio, Michelle disse que foi tratada de forma injusta e criticou pessoas próximas ao senador que, segundo ela, tentam minimizar sua participação política. A ex-primeira-dama ainda afirmou que tentou restabelecer o diálogo, mas não obteve retorno.
Outro ponto destacado por Michelle foi o impacto dos ataques políticos sobre sua família. Ela mencionou a filha adolescente, Laura, afirmando que as críticas e publicações nas redes sociais acabam atingindo pessoas que não participam diretamente das disputas políticas.
Além de rebater informações divulgadas por aliados e setores da imprensa, Michelle voltou a defender que o PL apoie a candidatura do senador Eduardo Girão no Ceará. Para ela, uma eventual aproximação com grupos políticos divergentes deveria ocorrer apenas em um possível segundo turno das eleições.
As declarações expõem um momento de tensão dentro do campo bolsonarista e evidenciam divergências sobre estratégias eleitorais para a disputa presidencial e para os principais palanques estaduais de 2026.


