Eleições 2026
O efeito Lula pode desequilibrar a disputa entre Renan Filho e JHC?
Em Alagoas, as últimas pesquisas registradas para presidente apontaram vantagem do petista
O presidente lidera levantamentos nacionais recentes e mantém sua maior força eleitoral no Nordeste. Em Alagoas, as últimas pesquisas registradas para presidente também apontaram vantagem do petista.
Nos levantamentos de consumo interno, a leitura é parecida. Lula segue forte no Estado e seu apoio pode acrescentar de 5 a 10 pontos a um candidato ao governo.
Isso pode ser decisivo em Alagoas, onde Renan Filho e JHC aparecem tecnicamente empatados nos levantamentos internos mais recentes.
JHC largou na frente, saiu da Prefeitura de Maceió com alta exposição e colocou sua pré-campanha nas ruas antes dos adversários.
Renan Filho, por outro lado, tem o apoio do governador Paulo Dantas, do MDB, da maioria dos prefeitos e o recall de sua passagem pelo governo de Alagoas e pelo Ministério dos Transportes.
Mas existe um fator capaz de mudar o peso dessa disputa: o palanque de Lula.
Até agora, JHC tenta ficar em cima do muro. Não rompeu com o campo da direita, nem se aliou à esquerda.
A estratégia tem lógica. JHC sabe que parte do seu eleitorado vem do campo conservador. Mas também sabe que, em Alagoas, Lula tem peso, principalmente no interior.
O problema é que ficar em cima do muro funciona até certo ponto.
Se Lula vier a Alagoas nas próximas semanas, como indicam aliados, e tiver apenas um candidato identificado com seu projeto no Estado, o efeito político pode ser grande.
Hoje, esse nome tende a ser Renan Filho.
O MDB é aliado do governo federal. Renan Filho foi ministro de Lula. Paulo Dantas também está no campo governista nacional. Renan Calheiros mantém relação direta com o presidente e com o PT.
JHC tem interlocutores no PT nacional, mas não consolidou essa ponte.
Uma pesquisa suspensa na última semana pela Justiça fazia justamente a pergunta que todos querem responder: o eleitor votaria em determinado candidato ao governo se ele tivesse o apoio de Lula?
O resultado não foi divulgado. Mas os números de consumo interno indicam que, em Alagoas, o apoio de Lula pode garantir até dez pontos a um candidato.
O presidente não decide sozinho a eleição. Campanha estadual depende de prefeitos, vereadores, deputados, estrutura, rejeição, alianças e comparação direta entre os candidatos.
Mas, num cenário apertado, o efeito Lula pode ser o empurrão que falta para um dos lados. Para Renan Filho, a estratégia é colar sua candidatura ao presidente. Para JHC, o desafio é continuar independente sem parecer distante de Lula e sem perder o eleitorado de direita.
Se Lula entrar de vez na campanha em Alagoas, a pergunta muda. Quem vai conseguir transformar o apoio do presidente em voto para governador?
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