Eleições 2026

Seis nomes, duas vagas: Senado, a disputa mais imprevisível de AL

No momento, é difícil apontar favoritos absolutos

Por Blog de Edivaldo Junior 17/06/2026 12h12
Seis nomes, duas vagas: Senado, a disputa mais imprevisível de AL
. - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Com vários candidatos competitivos, formação dos palanques para o governo pode ser decisiva na corrida pelas duas vagas de senador

Se a disputa pelo governo de Alagoas já promete emoções fortes, a eleição para o Senado caminha para um cenário ainda mais imprevisível.

Pelo menos seis nomes competitivos aparecem hoje no tabuleiro: Renan Calheiros, Arthur Lira, Alfredo Gaspar, Davi Davino Filho, José Wanderley e Eudócia Caldas.

No momento, é difícil apontar favoritos absolutos.

A formação dos palanques estaduais segue indefinida. As alianças nacionais ainda influenciam as negociações locais. E decisões importantes continuam pendentes.

Gaspar ficará com JHC? Quem Davi Davino Filho apoiará para o governo? Eudócia, Wanderley e até Arthur Lira seguirão até o fim na disputa?

As perguntas ainda são maiores que as respostas.

A explicação mais recorrente entre analistas políticos está justamente na quantidade de candidatos competitivos disputando apenas duas vagas. Diferentemente de eleições anteriores, não existe hoje um cenário consolidado que permita apontar vencedores antecipadamente.

Os levantamentos de consumo interno que circulam nos grupos políticos mostram um quadro de forte equilíbrio. Em boa parte deles, Renan Calheiros, Arthur Lira e Alfredo Gaspar aparecem concentrando as maiores intenções de voto.

Mas isso não encerra a disputa.

Davi Davino Filho segue correndo por fora e é visto por diferentes observadores como um candidato com potencial de crescimento, especialmente se conseguir consolidar um discurso de renovação e encontrar espaço nos palanques que estão sendo montados.

Ao mesmo tempo, a entrada efetiva de José Wanderley e Eudócia Caldas adiciona novos elementos à equação.

Os dois ainda trabalham para ampliar o nível de conhecimento junto ao eleitorado estadual, mas carregam ativos políticos importantes. Eudócia tem a força do mandato e da estrutura do grupo liderado por JHC. Wanderley conta com a visibilidade construída na área da saúde e com o apoio da base governista.

O resultado é um cenário de elevada fragmentação.

Outro fator que aumenta a imprevisibilidade é a formação dos palanques para o governo. Dependendo das alianças que forem consolidadas nos próximos meses, os candidatos ao governo poderão transferir parte de sua força eleitoral para os nomes ao Senado.

É justamente por isso que as negociações entre os grupos políticos seguem tão intensas.

Uma composição entre JHC e Arthur Lira produziria um cenário. Uma disputa em chapas separadas produziria outro completamente diferente. O mesmo vale para as definições que ainda precisam ser feitas no campo governista.

Nesse ambiente, pequenas mudanças podem provocar grandes impactos.

Hoje, diferentes combinações aparecem como possíveis. Renan e Arthur. Renan e Gaspar. Arthur e Gaspar. Renan e Davi. Arthur e Davi. Ou qualquer outra composição que venha a surgir ao longo da campanha.

Por enquanto, o único consenso entre os observadores é outro: a eleição para o Senado continua aberta.

E tende a permanecer assim por mais algum tempo.