Eleições 2026

Davi Davino Filho, o vice de dois mundos, só pensa no Senado

Davi sabe que uma candidatura ao Senado exige estrutura, tempo de televisão, alianças e presença nos municípios

Por Blog de Edivaldo Junior 12/06/2026 13h01
Davi Davino Filho, o vice de dois mundos, só pensa no Senado
Davi DAvino Filho durante pré-campanha ao Senado. - Foto: Reprodução

Davi Davino Filho virou uma espécie de vice desejado pelos dois mundos da política alagoana. Foi chamado para conversar com o grupo de JHC. Também recebeu convite para compor com Renan Filho.

Nos dois casos, a resposta foi a mesma: o projeto, pelo menos até agora, continua sendo disputar o Senado.

Não é uma decisão simples. Davi sabe que uma candidatura ao Senado exige estrutura, tempo de televisão, alianças e presença nos municípios. Também sabe que enfrentará nomes fortes, alguns com mandatos, grupos consolidados e máquinas políticas funcionando em ritmo de pré-campanha.

Mesmo assim, decidiu permanecer no jogo.

Nos bastidores, recebeu propostas para desistir da disputa. Também enfrentou pressão sobre o Republicanos nacional, numa tentativa de tirar a legenda de seu controle político.

O Republicanos, comandado politicamente em Alagoas pelo deputado estadual Antônio Albuquerque, teria fechado acordo para apoiar Renan Filho na disputa pelo governo. Com isso, Davi pode ver seu próprio partido caminhar com o MDB.

Para ele, a saída será manter o projeto ao Senado na condição de “candidato avulso”.

Na prática, seria a mesma condição oferecida a outros aliados do grupo governista. Davi seguiria candidato, mas sem integrar a chapa principal ao Senado, hoje formada por Renan Calheiros e José Wanderley.



Aposta

A estratégia de Davi é outra. Ele acredita que pode disputar em pé de igualdade, apostando na lembrança eleitoral, na votação acumulada em campanhas anteriores, no corpo a corpo, na presença digital e no desgaste natural dos nomes mais tradicionais.

A aposta é arriscada, mas não é sem lógica. Davi foi candidato a prefeito de Maceió, disputou o Senado, construiu recall e manteve presença política mesmo fora de mandato.

Ao recusar a vice, também evita ficar subordinado ao projeto de outro candidato. Ser vice de JHC ou de Renan Filho poderia garantir espaço imediato, mas reduziria seu protagonismo. Ao insistir no Senado, mantém o próprio nome no centro do tabuleiro.

A pergunta é até quando. Com o Republicanos caminhando para apoiar Renan Filho, Davi terá de decidir se aceita disputar como candidato avulso dentro de uma aliança ampla, se busca outro arranjo político ou se reavalia o projeto mais adiante.

Por enquanto, segue dizendo que quer o que sempre quis: o Senado.