Eleições 2026

O que pensam Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema sobre Pix, facções e escala 6x1

A quatro meses das eleições, o cenário político nacional já entra em ritmo de campanha

Por Sputnik Brasil com Redação 05/06/2026 06h06
O que pensam Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema sobre Pix, facções e escala 6x1
Foto: © Foto / Agência Brasil / Agência Senado

O Jornal de Alagoas apresenta um panorama das propostas dos quatro principais nomes cotados para a disputa presidencial de 2026 em relação aos temas mais debatidos atualmente no Brasil.

A quatro meses das eleições, o cenário político nacional já entra em ritmo de campanha. Em meio a pesquisas que apontam um quadro volátil e indefinido, representantes da direita, centro e esquerda articulam alianças e defendem estratégias distintas, principalmente nas redes sociais.

Confira o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL), dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), que despontam como os principais concorrentes ao Planalto, sobre os principais temas em alta no debate público:

Tipificação de facções como terroristas

Lula: É contrário à classificação das facções criminosas como terroristas pelos EUA, alegando que a medida representa interferência externa em questões internas de segurança pública e na soberania nacional. Defende o combate às facções por meio das instituições brasileiras, com integração entre polícias estaduais e federal, estratégias de asfixiamento econômico, cooperação com países vizinhos e parcerias com os próprios EUA.

Flávio Bolsonaro: É favorável à tipificação das facções como terroristas e afirma ter atuado junto a autoridades norte-americanas pela inclusão dessas organizações na lista dos EUA. Considera que a medida é um passo importante no combate ao crime organizado e propõe, se eleito, incluir o Brasil no Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA para combater o narcotráfico e a influência de potências externas na região.

Ronaldo Caiado: Classifica CV e PCC como "multinacionais do crime" e apoia a tipificação das facções como terroristas pelos EUA. Porém, ressalta que a medida, sozinha, não resolve a criminalidade, mas serve como instrumento de cooperação internacional.

Romeu Zema: Celebra a inclusão das facções na lista norte-americana e não vê a medida como ameaça à soberania brasileira. Defende endurecimento de penas para reduzir a violência e uma política de encarceramento em massa, semelhante à adotada por El Salvador.

Escala 6x1

Lula: Tem a redução da jornada sem redução salarial como uma das bandeiras de seu governo, defendendo que seja feita de forma gradual e negociada entre as partes. Propõe fiscalização para garantir o cumprimento da medida e acredita que o fim da escala 6x1 trará mais tempo para lazer, família e qualificação, com impactos positivos na economia.

Flávio Bolsonaro: Critica o fim da escala 6x1, alegando que a medida aumenta custos para empresas e ameaça empregos. Defende remuneração por hora de trabalho e a manutenção da escala, além da criação de um regime alternativo à CLT.

Ronaldo Caiado: Também é contrário ao fim da escala, considerando o debate mal conduzido. Propõe maior liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores e revisão do modelo CLT, ressaltando que a escala 5x2 não é adequada para países em desenvolvimento.

Romeu Zema: É contrário ao fim obrigatório da escala 6x1, classificando a proposta como populista. Defende economia liberal, com flexibilização das relações de trabalho e liberdade para negociação de cargas horárias, além de complementos à CLT.

Pix

Lula: Defende o Pix como política de sucesso do Banco Central desde 2018 e refuta boatos sobre tributação ou extinção do sistema. Critica acusações dos EUA de que o Pix prejudica bandeiras de cartões norte-americanas.

Flávio Bolsonaro: Apoia a manutenção do Pix e afirma que o sistema foi implementado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2019-2022).

Ronaldo Caiado: Considera o Pix o "cartão do povo brasileiro" e um patrimônio nacional. Defende sua manutenção como questão de soberania e destaca as vantagens competitivas do sistema.

Romeu Zema: Apoia o Pix como ferramenta alinhada à política de livre mercado e liberdade econômica.

Terras raras

Lula: Defende ampliar a exploração mineral, agregando valor ao Brasil para desenvolver a cadeia produtiva nacional e atrair investimentos.

Flávio Bolsonaro: Defende a entrada de investimentos privados no setor, com parcerias internacionais, especialmente com os EUA, na exploração de minerais estratégicos.

Ronaldo Caiado: Goiás, estado que governou, possui uma das maiores reservas de terras raras do país. Propõe explorar as reservas com parcerias estrangeiras, principalmente com os EUA, com quem assinou acordo de cooperação técnica para exploração desses minerais.

Romeu Zema: Minas Gerais, seu estado, também tem grandes reservas de terras raras. Defende atração de investimentos privados, flexibilização regulatória e participação de empresas estrangeiras na exploração dos minerais.

Empregos em aplicativos

Lula: Defende regulamentação do setor de aplicativos de transporte e entrega, visando garantir proteção social e direitos como Previdência, sem inviabilizar a atividade.

Flávio Bolsonaro: Valoriza a flexibilidade e autonomia dos trabalhadores de aplicativos e critica regulações que possam reduzir vagas e aumentar custos.

Ronaldo Caiado: Defende a livre iniciativa de empresas e trabalhadores do setor, posicionando-se contra regras que possam restringir a atividade dos aplicativos.

Romeu Zema: Apoia uma política liberal para o trabalho em aplicativos, defendendo flexibilidade e criticando medidas que considera intervenção estatal.

Por Jornal de Alagoas, com informações da Sputnik Brasil