Eleições 2026
Chapa de Renan Filho pode ter quatro nomes ao Senado; entenda
Foi o próprio Renan Calheiros Filho quem indicou esse caminho ao comentar a composição da chapa
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Alagoas pode ganhar um formato pouco comum em 2026. A coligação liderada por Renan Filho (MDB) para o governo deve ter, no mínimo, três nomes ao Senado circulando no mesmo campo político.
Além de Renan Calheiros, que disputa a reeleição, e do deputado estadual Dr. José Wanderley, que terá o nome lançado na próxima segunda-feira, o grupo ainda já tem uma candidatura “avulsa” ou “independente” do Avante e pode ter mais outro nome de partidos aliados.
Foi o próprio Renan Calheiros Filho quem indicou esse caminho ao comentar a composição da chapa.
“Qualquer partido que coligar para governador vai poder ter candidato avulso. É o caso do Marcos Omena”, afirmou Renan Calheiros numa referência ao pré-candidato do Avante ao Senado.
O MDB já bateu martelo. Terá uma chapa formal ao Senado com Renan Calheiros e Wanderley, ambos no mesmo palanque de Renan Filho.
Ao mesmo tempo, outros partidos que estiverem na coligação para governador poderão apresentar candidaturas próprias para a disputa das duas vagas.
É o caso de Marcos Omena, que já foi lançado pelo Avante como pré-candidato ao Senado e apoia a candidatura de Renan Filho ao governo.O quarto nome pode vir de um partido aliado, possivelmente o PT, que já tem duas possíveis pré-candidatas.
Outro nome que pode ocupar posição semelhante é Davi Davino Filho, do Republicanos,. Na oposição, ele deve sair independente, mas tudo indica que não vai se opor a uma aliança da direção estadual da legenda seja com Renan Filho ou JHC.
Davi trabalha um projeto próprio para o Senado e tem garantia da legenda do Republicanos. Para ele isso basta, por enquanto.
As chapas
De um lado, Renan Filho vai montar uma chapa oficial com Renan Calheiros e Wanderley.
Do outro, JHC deve caminhar com Arthur Lira e Alfredo Gaspar. Nesse cenário, cresce nos bastidores a avaliação de que a senadora Eudócia Caldas poderia disputar uma suplência ou até cumprir outro papel político na composição.
Enquanto isso, nomes como Marcos Omena e Davi Davino Filho podem buscar espaço como candidaturas independentes dentro de campos políticos já definidos.
Esquerda
A situação é diferente da construída pelo PT. O partido reivindica espaço na majoritária de Renan Filho, podendo ser a vaga de vide ou de senador.
Alexandre Fleming (UP) vai fazer dobradinha com a pré-candidata ao governo da UP, Lenilda Luna.
Resta ainda a definição de Ronaldo Lessa (PDT), que se lançou pré-candidato ao Senado, mas compôs com JHC esperando ocupar a vice. Com as novas definições em curso, ele poderá recalcular a rota e retomar a disputa pela vaga de senador.
O movimento mostra que a disputa ao Senado pode ser ainda mais fragmentada do que se imaginava há alguns meses.
Se antes o cenário girava basicamente em torno de Renan Calheiros e Arthur Lira, agora a eleição começa a incorporar novos atores, candidaturas paralelas e estratégias mais flexíveis.
E isso pode embaralhar bastante a distribuição do segundo voto.

