Economia
Alagoas dispara na geração de empregos e tem maior crescimento do país
Na sequência aparecem a Agropecuária, com 1.446 vagas; Serviços, com 1.144; Comércio, com 374; e Construção, com 166 novos postos
Alagoas registrou a abertura de 11.110 empregos com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado apresentou o maior crescimento proporcional do país, com alta de 2,47% no número de vagas formais.
O resultado colocou Alagoas em posição de destaque no cenário nacional. No Brasil, foram criados 121.305 postos de trabalho no período, a partir de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos.
Entre os setores da economia alagoana, a Indústria apresentou o melhor desempenho, com saldo positivo de 7.980 empregos. Na sequência aparecem a Agropecuária, com 1.446 vagas; Serviços, com 1.144; Comércio, com 374; e Construção, com 166 novos postos.
No levantamento por municípios, Rio Largo liderou a geração de empregos formais em setembro, com 1.823 novas vagas. Campo Alegre aparece em segundo lugar, com 1.459 postos, seguida por São José da Laje, com 1.394. Maceió registrou saldo de 1.363 empregos, enquanto Atalaia fechou o grupo dos cinco municípios com melhores resultados, com 998 novas oportunidades.
Na divisão por gênero, os homens concentraram a maior parte do saldo de empregos em Alagoas, com 10.469 postos de trabalho. Entre as mulheres, o resultado também foi positivo, com 641 vagas preenchidas.
Em relação à faixa etária, trabalhadores entre 40 e 49 anos tiveram o maior saldo, ocupando 2.826 postos formais. Já no recorte por escolaridade, pessoas com ensino fundamental incompleto lideraram, com 5.260 vagas.
No cenário nacional, o Nordeste apresentou o melhor resultado entre as regiões brasileiras, com 49.142 novos empregos formais em setembro. O Sudeste ficou na segunda posição, com 39.404 vagas, seguido pelo Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894).
Entre as unidades da Federação, 26 dos 27 estados registraram saldo positivo. São Paulo liderou em números absolutos, com 19.391 vagas, seguido por Pernambuco, com 13.371, e Alagoas, com 11.110. Além de Alagoas, os maiores crescimentos proporcionais foram registrados no Amapá, com 1,35%, e em Roraima, com 1,23%.
De janeiro a setembro de 2026, o Brasil acumulou a criação de 1,24 milhão de empregos com carteira assinada, crescimento de 2,65%. Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, foram abertas 787.073 vagas, uma expansão de 1,65%.
Em setembro, o setor de Serviços liderou a geração de empregos no país, com 81.241 novos postos. A Indústria abriu 19.285 vagas, o Comércio registrou 15.697 e a Construção teve saldo de 9.468. A Agropecuária foi o único setor com resultado negativo, com fechamento de 4.381 postos.
No recorte por gênero, as mulheres ocuparam 62.989 das vagas geradas no país, enquanto os homens ficaram com 59.129 postos. Os trabalhadores com até 24 anos tiveram o maior saldo por faixa etária, com 106.293 vagas.
Quanto à escolaridade, pessoas com ensino médio completo lideraram, com 82.818 postos, seguidas por trabalhadores com ensino médio incompleto, que registraram 17.258 vagas. Na análise por raça, os maiores saldos foram registrados entre trabalhadores pardos, com 96.805 empregos. Entre os pretos, foram 17.416 vagas; entre os brancos, 15.493; amarelos, 229; e indígenas, 80.
O salário médio real de admissão no Brasil chegou a R$ 2.429,41 em setembro de 2026. Em comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de R$ 44,90, equivalente a 1,88%. Entre os trabalhadores considerados típicos, a remuneração média foi de R$ 2.480,24. Já para os não típicos, o valor ficou em R$ 2.054,61.
