Economia

Governo Central registra superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

Resultado foi influenciado pelo aumento das receitas com recursos naturais e Imposto de Renda, além de entradas extraordinárias

Por Redação com Assessoria 03/11/2026 16h04
Governo Central registra superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro
Tesouro Nacional divulgou o resultado das contas do Governo Central referente a setembro - Foto: Reprodução

O Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). O resultado representa uma reversão em relação ao mesmo mês de 2025, quando foi contabilizado déficit de R$ 14,4 bilhões.

O desempenho foi acompanhado pelo crescimento real de 13,6% da receita líquida, enquanto as despesas avançaram 2,4%. Considerando os valores corrigidos pela inflação, a arrecadação aumentou R$ 24,6 bilhões, e os gastos tiveram acréscimo de R$ 4,7 bilhões.

Entre os fatores que contribuíram para o resultado positivo está o aumento de 71,9% na receita real com recursos naturais, o equivalente a R$ 5,7 bilhões. A arrecadação do Imposto de Renda também apresentou crescimento, com acréscimo de R$ 7,3 bilhões.

O desempenho das receitas foi influenciado pela valorização do petróleo, pelo aumento da produção e pela comercialização de petróleo e gás pertencentes à União. O balanço também incorporou entradas extraordinárias relacionadas ao cancelamento de pagamentos de precatórios.

As despesas com créditos extraordinários somaram R$ 9,9 bilhões em setembro. A maior parte dos recursos foi destinada a medidas para enfrentar os impactos da guerra no Oriente Médio.

Desse total, R$ 7,6 bilhões foram utilizados para subsidiar o diesel e outros derivados de petróleo.

Apesar do superávit registrado em setembro, as contas do Governo Central continuam no vermelho quando considerado o resultado acumulado do ano.

Entre janeiro e setembro, o déficit primário chegou a R$ 90,2 bilhões, abaixo dos R$ 100,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública.