Economia
Serviços de Alagoas têm terceira maior alta do País em agosto
Setor cresceu 3,5% em relação a julho, mas acumula retração de 3,8% nos oito primeiros meses de 2026
O volume de serviços em Alagoas registrou crescimento de 3,5% em agosto de 2026, na comparação com o mês anterior, e alcançou a terceira maior alta entre as unidades da Federação. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada na quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado alagoano ficou atrás apenas de Rondônia, que apresentou expansão de 5,6%, e do Distrito Federal, com avanço de 3,7%. No cenário nacional, o volume de serviços recuou 0,1% na passagem de julho para agosto.
Apesar do crescimento mensal, o desempenho de Alagoas permaneceu negativo em outras bases de comparação. Em relação a agosto de 2025, o volume de serviços caiu 0,9%. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, a retração chegou a 3,8%.
Receita em alta
A receita nominal do setor, que corresponde ao faturamento bruto, apresentou avanço de 2% em Alagoas na comparação com julho. Frente ao mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 7,4%. No acumulado de 2026, a alta alcançou 5,1%.
No Brasil, a receita nominal dos serviços cresceu 0,2% em relação a julho e 6,1% na comparação com agosto do ano passado. O indicador acumula expansão de 7,4% no ano e de 7,5% em 12 meses.
Cenário nacional
O volume de serviços no Brasil apresentou crescimento de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a alta foi de 1,7%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses apontou expansão de 2,2%.
O setor nacional está 19,9% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de Covid-19. O volume, porém, permanece 0,3% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Entre as 27 unidades da Federação, 12 registraram queda no volume de serviços de julho para agosto. A Bahia teve a retração mais intensa, de 4,8%, seguida pelo Espírito Santo, com 4,5%, e pelo Ceará, com 3,1%. Também foram observadas quedas em Mato Grosso (-2,3%) e São Paulo (-0,1%).
Na análise por atividades, apenas os serviços prestados às famílias cresceram na passagem de julho para agosto, com alta de 2,1%. O segmento de informação e comunicação permaneceu estável. Já outros serviços recuaram 1%, enquanto transportes e serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram queda de 0,2% cada.
*Com informações da assessoria
