Economia

Alagoas cria 3,8 mil vagas em agosto e gera 16 mil empregos em 12 meses

Os dados são do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e foram divulgados no dia 29 de setembro

Por Blog Edivaldo Junior 09/10/2026 12h12
Alagoas cria 3,8 mil vagas em agosto e gera 16 mil empregos em 12 meses
. - Foto: Reprodução

Alagoas criou 3.791 empregos com carteira assinada em agosto, resultado de 19.202 admissões e 15.411 desligamentos. Foi o terceiro mês consecutivo com saldo positivo e o melhor resultado mensal do Estado desde o início da recuperação observada em junho.

Os dados são do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e foram divulgados no dia 29 de setembro. Com o desempenho de agosto, o estoque de empregos formais chegou a 450.301 vínculos em Alagoas, crescimento de 0,85% sobre o mês anterior. A alta ficou acima da média do Nordeste, de 0,74%, e foi mais de duas vezes superior à média brasileira, de 0,34%.

No país, o Novo Caged registrou saldo de 165.827 empregos em agosto, com 2,29 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos. O estoque nacional chegou a 48,2 milhões de vínculos.

Apesar da reação recente, Alagoas ainda acumula saldo negativo em 2026. Entre janeiro e agosto foram 135.896 admissões e 139.112 desligamentos, resultado de menos 3.216 empregos.

A diferença, no entanto, vem diminuindo rapidamente. Em junho, o saldo acumulado era negativo em 8.215 vagas. Em julho caiu para 6.983 e, com o resultado de agosto, recuou para 3.216.

Sazonal

A trajetória reforça uma característica conhecida do mercado de trabalho alagoano: a forte influência da sazonalidade da cana-de-açúcar.

O encerramento da safra concentra desligamentos nos primeiros meses do ano, principalmente na indústria e na agropecuária. Com a preparação e o início da nova moagem, normalmente entre agosto e setembro, as contratações voltam a crescer.

Em agosto, essa realidade foi confirmada mais uma vez. A indústria foi o setor com maior saldo no Estado, criando 1.459 empregos. A agropecuária veio em seguida, com 1.154 novas vagas. Somados, os dois segmentos responderam por 2.613 dos 3.791 empregos criados em Alagoas no mês, o equivalente a 69% do saldo total.

Os demais setores também ficaram positivos. Serviços abriram 708 vagas, o comércio criou 378 e a construção, 92.

A agropecuária teve ainda o maior crescimento proporcional do estoque no mês, com alta de 6,48%. A indústria avançou 2,23%; comércio, 0,36%; serviços, 0,32%; e construção, 0,24%.

Acima da média nacional

O resultado de agosto também colocou Alagoas entre os Estados com maior expansão relativa do emprego formal. O crescimento de 0,85% ficou acima da média nacional, de 0,34%, e da média nordestina, de 0,74%.

Entre os Estados do Nordeste, apenas Paraíba, com 1,59%; Rio Grande do Norte, 0,92%; e Pernambuco, 0,87%, cresceram mais proporcionalmente em agosto.

No país, os maiores avanços relativos foram registrados na Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte.

Cenário diferente

A evolução dos últimos 12 meses (o que permite excluir o efeito sazonal), entre setembro de 2025 e agosto de 2026, mostra que o Estado registrou 212.425 admissões e 196.381 desligamentos. O saldo foi positivo em 16.044 empregos.

Nesse período, o estoque de trabalhadores formais cresceu 3,69%. No Brasil, o saldo dos últimos 12 meses foi de 887.708 empregos, com expansão de 1,87%. Alagoas, portanto, cresceu praticamente duas vezes mais do que a média nacional.

O desempenho ficou muito próximo da média do Nordeste, que avançou 3,76% no período.

Essa comparação é importante porque reduz o peso das oscilações provocadas pela sazonalidade. Enquanto o acumulado entre janeiro e agosto ainda carrega as demissões concentradas no fim da safra anterior, a janela de 12 meses incorpora um ciclo econômico mais completo.

Estoque

O estoque de empregos formais em Alagoas chegou a 450.301 vínculos em agosto. Serviços continuam concentrando quase metade dos trabalhadores com carteira assinada no Estado, com 221.466 vínculos.

Na sequência aparecem comércio, com 104.360; indústria, com 66.964; construção, com 38.542; e agropecuária, com 18.969.