Economia

Indústria manifesta preocupação com falta de diálogo de Flávio Bolsonaro

egundo informações da Folha de S. Paulo, empresários da indústria afirmaram ter buscado, em mais de uma ocasião, espaço na agenda do candidato à Presidência, mas foram direcionados apenas a membros de sua equipe

Por Sputnik Brasil com Redação 06/10/2026 05h05
Indústria manifesta preocupação com falta de diálogo de Flávio Bolsonaro
Foto: © Foto / Divulgação

Representantes de três setores da economia que acompanham de perto as relações com a China relataram dificuldades para agendar reuniões com Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro turno das eleições.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, empresários da indústria afirmaram ter buscado, em mais de uma ocasião, espaço na agenda do candidato à Presidência, mas foram direcionados apenas a membros de sua equipe.

A postura foi interpretada pelos interlocutores como uma tentativa de evitar compromissos ou promessas acerca da futura política comercial com Pequim, caso Flávio seja eleito. Um assessor do candidato chegou a afirmar que “não era a hora” de discutir o tema.

Em declarações públicas, Flávio Bolsonaro defende uma postura pragmática nas relações com a China, afirmando que o Brasil não precisa optar entre Pequim e Washington. Apesar disso, a dificuldade de acesso ao candidato tem gerado apreensão entre representantes de diferentes segmentos econômicos, de acordo com o jornal.

Apesar de afirmar que não há alinhamento automático, Flávio, assim como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, mantém proximidade pública com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Como senador, Flávio foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca e chegou a pedir que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, em um momento de sobretaxas dos EUA contra o Brasil.

O candidato também já declarou que, se eleito, o Brasil integrará o Escudo das Américas, iniciativa promovida por Trump junto a governos latino-americanos de perfil conservador.

O jornal destaca que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar a chegada de um aliado estratégico para Trump na América Latina e um possível contraponto ao avanço da influência chinesa na região.

Por Sputnik Brasil