Economia
Petrobras atinge valor de mercado recorde após novas descobertas na Margem
Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, os recursos potencialmente recuperáveis de toda a Bacia da Foz do Amazonas podem chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente
A Petrobras encerrou a semana atingindo um valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões, após anunciar uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. O feito reforça as expectativas da estatal sobre a abertura de uma nova fronteira de exploração de petróleo no país.
Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, os recursos potencialmente recuperáveis de toda a Bacia da Foz do Amazonas podem chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, incluindo petróleo e gás natural.
O novo valor de mercado supera os recordes anteriores da Petrobras em 2023: em 15 de setembro, a estatal havia alcançado R$ 692,35 bilhões, enquanto em 14 de abril e 30 de março, os valores foram de R$ 680 bilhões e R$ 677 bilhões, respectivamente.
Entre janeiro e setembro deste ano, a Petrobras informou ter gerado 185% de valor em dólar, considerando a valorização das ações somada aos dividendos e juros sobre capital próprio pagos aos acionistas. O desempenho superou o de grandes petrolíferas globais, como Chevron e ExxonMobil (138% cada), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%).
Exploração na Foz do Amazonas enfrenta questionamentos judiciais
O recorde de valor de mercado ocorre em meio a uma nova disputa judicial envolvendo a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. Na última segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) voltou a solicitar a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para atuar na região.
A ação, apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pede a paralisação imediata de atividades de perfuração ou testes no bloco marítimo FZA-M-59. Entre os argumentos do MPF está o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante uma operação em janeiro deste ano.
Os procuradores também questionam a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Por Sputnik Brasil
