Economia
Medo da volta da família Bolsonaro cresce entre beneficiários do Bolsa Família
levantamento, encomendado por um grande veículo de comunicação nacional, mostra que o medo de um novo governo Bolsonaro entre beneficiários subiu de 56% para 59
O receio de uma possível volta da família Bolsonaro ao poder aumentou entre beneficiários do Bolsa Família, segundo a mais recente pesquisa Quaest, realizada após o anúncio do reajuste de 15% no benefício.
O levantamento, encomendado por um grande veículo de comunicação nacional, mostra que o medo de um novo governo Bolsonaro entre beneficiários subiu de 56% para 59% desde 14 de setembro, enquanto o temor de uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 34% para 29% no mesmo grupo.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a oscilação pode indicar os primeiros efeitos do reajuste no comportamento dos beneficiários. Em 7 de setembro, o medo da volta da família Bolsonaro era de 51%.
Entre os não beneficiários do Bolsa Família, o cenário é diferente: o receio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilou de 39% para 37%, enquanto o temor em relação a Lula permaneceu estável, entre 46% e 47%.
Na pesquisa espontânea, o voto em Lula entre beneficiários subiu de 37% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro variou apenas um ponto percentual, indicando um leve favoritismo do atual presidente nesse segmento.
O interesse dos beneficiários nas eleições também apresentou alta: o percentual dos que se dizem "muito interessados" passou de 25% em 14 de setembro para 35% nesta segunda-feira (21), superando a margem de erro. O aumento do engajamento é visto como uma tendência relevante após o anúncio do reajuste.
Apesar disso, o reajuste ainda não se traduziu em avanço consistente de Lula nos cenários eleitorais. No segundo turno, o presidente mantém estabilidade dentro da margem de erro, enquanto no primeiro turno aparece empatado numericamente com Flávio Bolsonaro pela primeira vez na campanha.
Especialistas e estatísticos ressaltam que as pesquisas de opinião para 2026 indicam apenas uma certeza: o resultado será decidido pelos eleitores indecisos, em uma disputa marcada por altos índices de rejeição.
Por Sputinik Brasil
