Economia

Petróleo ultrapassa US$ 100 por barril em meio à escalada de tensões

Avanço nas cotações ocorreu após uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã

Por Sputnik Brasil 09/09/2026 14h02
Petróleo ultrapassa US$ 100 por barril em meio à escalada de tensões
Ao longo de 2024, o mercado tem registrado oscilações nos preços do petróleo - Foto: © AP Photo / Eric Gay

Os preços do petróleo voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (9), atingindo o nível mais alto desde julho, impulsionados por novos conflitos no Oriente Médio e preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global.

O barril do Brent, referência internacional, registrou alta de 2,3%, sendo negociado brevemente acima dos US$ 100 antes de recuar. Já o petróleo bruto dos EUA subiu 1,3%, chegando a US$ 94 por barril.

O avanço nas cotações ocorreu após uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã, além de ataques promovidos pelos houthis contra a Arábia Saudita.

Ao longo de 2024, o mercado tem registrado oscilações nos preços do petróleo, influenciado por movimentos militares na região e pela atenção ao tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz, rota responsável por um quinto da oferta mundial da commodity.

Desde janeiro, o preço do petróleo acumula alta superior a 60%, pressionando o custo da energia globalmente. O aumento impacta diretamente produtos derivados, como gasolina e diesel, afetando o orçamento dos consumidores e colocando a inflação sob análise dos bancos centrais.

"A combinação do encarecimento de diesel, combustível de aviação, de bunker e gás natural é particularmente desconfortável para os consumidores em todo o mundo, que veem sua renda disponível encolhendo", afirmou Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, à mídia norte-americana.

As tensões na região alimentam o receio de que o trânsito de petroleiros continue prejudicado. Recentemente, os EUA atacaram cinco petroleiros iranianos, enquanto os houthis atingiram alvos no estreito de Bab al-Mandeb e a infraestrutura petrolífera saudita, ampliando o temor de maiores interrupções na produção.

Além das incertezas no fornecimento, analistas acompanham o comportamento da demanda chinesa. A China, maior importadora global de petróleo, contribuiu para conter os preços ao reduzir suas compras nos últimos meses. Caso o país asiático mude de estratégia, a tendência é de novas altas nas cotações.