Economia
Desenvolvimento de minerais críticos pode injetar R$ 192 bilhões no PIB brasileiro
O desenvolvimento da cadeia de minerais críticos no Brasil pode adicionar até R$ 192 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional até 2050, segundo estudo da Câmara Americana de Comércio (Amcham). O levantamento destaca ainda a possibilidade de geração de 750 mil empregos, caso o país consiga atrair investimentos para o setor.
No cenário mais restrito, considerando apenas exportações e capital doméstico, o impacto seria menor: R$ 128,7 bilhões acrescidos ao PIB e 304 mil novos postos de trabalho.
De acordo com a análise, o Brasil ainda se concentra principalmente nos estágios iniciais da cadeia mineral, com baixo índice de processamento. Em 2023, apenas 5% do lítio extraído no país foi beneficiado internamente, enquanto o níquel refinado representou menos de 40% da produção nacional.
Avançar no processamento interno pode impulsionar a indústria de transformação, com crescimento projetado de 1,82%, e setores como o de máquinas e equipamentos elétricos, que poderiam registrar alta de até 16,7%.
O debate sobre a participação de capital estrangeiro é central, considerando a relevância geopolítica dos minerais críticos. O tema já resultou na criação de um projeto de lei em análise no Senado, que institui a política nacional de minerais críticos, prevendo incentivos ao processamento e mecanismos de controle sobre a influência externa no setor.
