Economia

Consumidores ganham mais tempo para renegociar dívidas bancárias com o Desenrola Brasil

De acordo com o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garante mais um mês para que consumidores regularizem sua situação de crédito

Por Agência Brasil com Redação 29/07/2026 06h06
Consumidores ganham mais tempo para renegociar dívidas bancárias com o Desenrola Brasil

O programa Desenrola Brasil 2.0, voltado para a renegociação de dívidas bancárias de consumidores, foi prorrogado até 31 de agosto. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garante mais um mês para que consumidores regularizem sua situação de crédito junto às instituições financeiras.

Durigan explicou que a extensão do programa será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, com publicação prevista até sexta-feira (31). As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, segundo o ministro, a medida não exigirá novos aportes públicos.

"Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto", afirmou Durigan.

O prazo adicional permitirá que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro ressaltou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos, já que a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados, segundo Durigan, estão motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que desejam trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

"Esse prazo adicional será importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto e de carro possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto", explicou o ministro.

Durigan afirmou ainda que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, pois os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista.

"Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal", declarou.