Economia
Vestuário, mercadinhos e cabeleiros lideram mapa das empresas em AL
Os números mais recentes do Mapa de Empresas, mostram que os microempreendedores individuais (MEIs) já dominam o ambiente de negócios em Alagoas
O aniversário de 133 anos da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), comemorado esta semana, acaba servindo de gancho para um retrato interessante — e revelador — da economia alagoana atual.
Os números mais recentes do Mapa de Empresas, plataforma do governo federal que acompanha em tempo real a dinâmica empresarial do país, mostram que os microempreendedores individuais (MEIs) já dominam o ambiente de negócios em Alagoas.
Pelos dados do painel, o estado possui atualmente cerca de 227 mil empresas ativas. Deste total:
• 121.416 são MEIs;
• 105.590 pertencem a outras naturezas jurídicas.
Na prática, os microempreendedores individuais representam hoje cerca de 53,5% das empresas formalizadas em Alagoas. O dado ajuda a explicar a mudança no perfil econômico do estado nos últimos anos.
A expansão empresarial alagoana passou a ocorrer principalmente através de pequenos negócios ligados ao comércio, prestação de serviços, alimentação, transporte, beleza, manutenção, construção civil e atividades autônomas.
Outro dado interessante aparece na estrutura empresarial. Entre as empresas não enquadradas como MEI, Alagoas possui atualmente: 95.995 matrizes ativas e 9.595 filiais ativas.
No caso dos MEIs, praticamente todas operam como matriz única, característica típica dos pequenos empreendedores individuais.
Comércio e serviços lideram
Os números mais recentes do Mapa de Empresas, plataforma do governo federal que acompanha em tempo real a dinâmica empresarial do país, mostram que os pequenos negócios dominam completamente o ambiente econômico do estado — especialmente nos setores de comércio e serviços.
Hoje, Alagoas possui cerca de 227 mil empresas ativas. Deste total:
• 202,2 mil são microempresas;
• 14,2 mil são empresas de pequeno porte;
• 10,5 mil pertencem a outras categorias empresariais.
Os dados reforçam uma economia altamente pulverizada e baseada em pequenos negócios.
Outro recorte importante aparece quando o painel detalha as atividades econômicas com maior número de empresas no estado.
Os principais segmentos empresariais de Alagoas hoje são:
• Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios — 12.080 empresas;
• Comércio varejista de mercadorias, mini mercados, mercearias — 8.449
• Cabeleireiros, manicure e pedicure — 8.035;
• Promoção de vendas — 5.921;
• Lanchonetes, casas de chá e similares — 5.920;
• Restaurantes e similares — 5.216;
• Serviços de táxi — 4.375;
• Comércio varejista de material de consturção em geral — 3.565;
• Confecção de peças do vestuário — 3.475;
O levantamento praticamente desenha o perfil da economia alagoana atual.
Comércio, alimentação, beleza, pequenos serviços urbanos, construção civil, transporte e atividades administrativas lideram o número de empresas no estado. A indústria aparece de forma muito mais discreta no painel. O peso dos MEIs também ajuda a explicar esse cenário.
Pelos números do sistema, os microempreendedores individuais já representam mais da metade das empresas formalizadas em Alagoas, consolidando uma tendência observada em todo o país após a pandemia: o crescimento da economia baseada em pequenos negócios e trabalho autônomo.
Juceal digital
No meio dessa transformação, a Juceal chega aos 133 anos completamente digitalizada.
Criada em 1893, a Junta Comercial passou por forte modernização nos últimos anos com integração à Redesim e ao Portal Facilita Alagoas, permitindo abertura, alteração e baixa de empresas de forma online.
Os dados divulgados pela própria Juceal apontam um universo ainda maior, com mais de 322 mil negócios ativos vinculados à base estadual.
A diferença em relação ao painel federal ocorre porque os sistemas utilizam metodologias e recortes distintos de contabilização. Mas os dois indicadores apontam para a mesma direção:
Alagoas vive uma explosão dos pequenos negócios — e o MEI já virou protagonista da economia estadual.


