Economia

Alagoas se reposiciona para a nova economia verde e mira expansão internacional

Sob a articulação estratégica da FIEA, estado acelera adaptação às exigências da descarbonização, da transição energética e do Acordo Mercosul-União Europeia

Por Redação com Assessoria 25/05/2026 15h03
Alagoas se reposiciona para a nova economia verde e mira expansão internacional
Com estoque superior a 115 mil empregos formais, a indústria permanece como um dos principais motores da economia alagoana - Foto: Assessoria

Celebrado em 25 de maio, o Dia da Indústria marca um momento de transformação para o setor produtivo em Alagoas. Diante de mudanças globais ligadas à transição energética, descarbonização da economia e novas exigências ambientais dos mercados internacionais, a indústria alagoana busca consolidar um novo ciclo de crescimento baseado em inovação, sustentabilidade e competitividade.

Com mais de 115 mil empregos formais, segundo dados do Novo Caged, a indústria permanece como um dos principais pilares da economia estadual. A maior parte dessas vagas está concentrada na indústria de transformação, segmento responsável também por cerca de 75% das exportações alagoanas. O parque industrial do estado mantém forte ligação com setores como agroindústria, sucroenergia, cadeia químico-plástica, combustíveis e geração de energia.

Nesse cenário, características naturais de Alagoas, como a elevada incidência solar, potencial para geração de energia renovável e capacidade de produção de combustíveis limpos, ganham importância estratégica na atração de investimentos. O avanço da energia solar e o fortalecimento da indústria sucroenergética têm contribuído para uma matriz energética mais sustentável e alinhada às demandas ambientais globais.

A modernização da cadeia da cana-de-açúcar também tem ampliado o aproveitamento de subprodutos para geração de energia, produção de biogás, biometano e etanol de segunda geração. Paralelamente, iniciativas ligadas à economia verde, como projetos de biomassa e créditos de carbono, reforçam o posicionamento do estado nas discussões sobre desenvolvimento sustentável.

A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) acompanha esse processo por meio de programas voltados à inovação, eficiência produtiva e governança ambiental. Entre as ações desenvolvidas estão projetos de neutralização de carbono e estudos sobre reaproveitamento de efluentes para abastecimento industrial, realizados em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Governo de Alagoas.

Segundo o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, a indústria precisa se adaptar às novas exigências econômicas e ambientais. “A indústria alagoana não pode apenas acompanhar esse movimento, precisa estar preparada para atuar nessa nova lógica econômica. Nosso trabalho é apoiar as empresas na qualificação, inovação e construção de estratégias para crescer de forma sustentável”, afirmou.

Outro fator que amplia as perspectivas para o setor é a possível implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Estudos elaborados pelo Observatório da Indústria da FIEA indicam que segmentos como etanol industrial, cadeia químico-plástica, confecção, moda, mel e derivados lácteos podem ampliar sua competitividade com a redução gradual de barreiras comerciais.

Além da expansão dos mercados, o Sistema FIEA também investe em qualificação profissional e desenvolvimento tecnológico. O SENAI Alagoas tem fortalecido cursos voltados para áreas como automação industrial, transformação digital, energias renováveis e hidrogênio verde. Já o IEL atua na elaboração de estudos prospectivos e programas de inovação para empresas.

Às vésperas de completar 80 anos de atuação, a FIEA reforça a importância de preparar a indústria para um cenário cada vez mais tecnológico, sustentável e integrado ao mercado internacional. Neste Dia da Indústria, o setor celebra não apenas sua relevância econômica, mas também o desafio de construir um modelo de desenvolvimento baseado em energia limpa, inovação e competitividade global.