Economia

Preço do etanol cai e atinge menor valor de 2026

Com avanço da safra de cana no Centro-Sul, etanol registra menor valor de 2026 no país

Por Redação* 22/05/2026 08h08
Preço do etanol cai e atinge menor valor de 2026
Maior oferta de cana-de-açúcar pressiona preços do etanol no mercado brasileiro - Foto: Assessoria

O preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor valor de 2026 no país. O cenário pode refletir nos preços praticados em Alagoas nas próximas semanas, especialmente em postos que acompanham a redução nacional do biocombustível.

Segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, chegando à média nacional de R$ 4,48.

No mesmo período, a gasolina comum teve redução mais discreta, de 0,27%, sendo comercializada a R$ 6,76 por litro na média nacional. Já o diesel S-10 apresentou queda de 1,27%, alcançando R$ 7,21.

De acordo com o levantamento, a retração mais intensa no preço do etanol está diretamente ligada ao avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país, principal região produtora do biocombustível, o que ampliou a oferta no mercado interno.

Desde meados de abril, o etanol acumula queda de aproximadamente 7% no país. O preço médio passou de R$ 4,82 para R$ 4,48 por litro, representando redução acumulada de R$ 0,34.

A queda também aumentou a competitividade do etanol frente à gasolina. A relação entre os preços dos combustíveis caiu de 71,7% para 69,7%, ficando abaixo do patamar de 70% considerado referência para veículos flex.

Os maiores recuos foram registrados em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, estados influenciados diretamente pelo aumento da moagem de cana e pela maior disponibilidade do produto.

O mercado segue monitorando o comportamento da safra brasileira, além das variações do petróleo, do câmbio e das estratégias das usinas em relação à produção de açúcar e etanol nos próximos meses.

*Com informações da Veloe