Economia

Brasil lidera ranking global de investimentos chineses

País recebeu US$ 6,1 bilhões em aportes da China em 2025, com destaque para energia, mineração e setor automotivo.

Por Redação* 07/05/2026 08h08 - Atualizado em 07/05/2026 08h08
Brasil lidera ranking global de investimentos chineses
Setores de energia, mineração e veículos elétricos lideraram aportes chineses no país - Foto: Foto / Alan Santos / Palácio do Planalto / CCBY 2.0

O Brasil voltou a ocupar a primeira posição no ranking mundial de investimentos chineses em 2025. Segundo dados divulgados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o país concentrou 10,9% dos aportes realizados pela China no mundo, superando Estados Unidos e Guiana.

Ao todo, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses em dezenas de projetos ao longo do ano. O valor representa um crescimento de 45% em relação a 2024 e reflete o interesse das empresas chinesas em ampliar sua presença na maior economia da América Latina.

De acordo com o CEBC, o Brasil alternou entre a primeira e a quinta colocação entre os principais destinos globais de capital chinês nos últimos cinco anos, também liderando o ranking em 2021.

Entre os fatores que tornam o país atrativo para investidores estão o grande mercado consumidor, a disponibilidade de recursos naturais, a oferta de energia limpa e a desvalorização da moeda brasileira.

“São poucos países no mundo hoje que têm todos esses atrativos”, afirmou Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, em entrevista à Reuters.

O setor elétrico permaneceu como principal destino dos investimentos chineses no Brasil. Já a mineração registrou forte crescimento em 2025, com os aportes triplicando em relação ao ano anterior.

A indústria automotiva também ganhou destaque, respondendo por 15,8% do total investido por empresas chinesas no país. Montadoras como a GWM e a BYD ampliaram operações no Brasil após adquirirem antigas fábricas de fabricantes ocidentais para produção de veículos elétricos e híbridos.

Além dos setores tradicionais, o capital chinês avançou em áreas como tecnologia da informação, logística, manufatura de eletrônicos, economia digital e alimentação.

Na área de eletrônicos, a Vivo Mobile lançou no Brasil a marca de smartphones Jovi. Segundo André Varga, diretor de produto da empresa, o mercado brasileiro possui grande potencial de crescimento.

“O Brasil é uma prioridade estratégica de longo prazo para a Jovi”, disse Varga em entrevista concedida anteriormente neste ano.

Para o CEBC, os investimentos chineses devem continuar crescendo nos próximos anos, impulsionados pela transição energética, pela demanda global por descarbonização e pelas tensões geopolíticas internacionais.

“A gente vai ver a continuidade desses projetos e talvez eu apostaria numa intensificação na área de mineração, em novas energias e também na indústria de forma geral, onde temos visto um crescimento considerável”, afirmou Cariello.

*Com informações da reuters