Economia
Folha de pessoal lidera gastos de AL em 2025: R$ 9,5 bi em alta de 15%
Os dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária mostram aumento nas principais despesas
Os gastos do governo de Alagoas cresceram em 2025, acompanhando o avanço da arrecadação própria e das transferências federais. Os dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária mostram aumento nas principais despesas, com destaque para folha de pessoal, custeio da máquina e investimentos.
A despesa total liquidada passou de R$ 18,16 bilhões em 2024 para R$ 20,17 bilhões em 2025, um aumento de aproximadamente R$ 2 bilhões, ou 11,05%.
O crescimento acompanha a expansão da receita e ajuda a explicar a manutenção do equilíbrio fiscal mesmo com maior volume de gastos.
A maior pressão continua sendo a folha. As despesas com pessoal e encargos sociais passaram de R$ 8,26 bilhões em 2024 para R$ 9,52 bilhões em 2025, um aumento de R$ 1,26 bilhão, ou 15,22%, mantendo a folha como principal eixo de pressão do orçamento estadual. .
Os juros e encargos da dívida também cresceram. Passaram de aproximadamente R$ 829 milhões em 2024 para R$ 1,02 bilhão em 2025. A amortização - pagamento do principal - cresceu de aproximadamente R$ 624 milhões em 2024 para R$ 769 milhões em 2025, indicando maior esforço para redução do estoque.
Os gastos com a dívida - somando juros e amortização - passaram de R$ 1,45 bilhão em 2024 para R$ 1,79 bilhão em 2025, um aumento de R$ 338,9 milhões, ou 23,32%, indicando maior pressão financeira sobre o caixa do Estado.
As outras despesas correntes - que incluem custeio da máquina, contratos e serviços - passaram de R$ 5,14 bilhões em 2024 para R$ 5,94 bilhões em 2025, um aumento de R$ 798,9 milhões, ou 15,53%.
As transferências aos municípios passaram de R$ 2,31 bilhões em 2024 para R$ 2,48 bilhões em 2025, um aumento de R$ 165,8 milhões, ou 7,15%, acompanhando o crescimento da arrecadação estadual.
As despesas empenhadas com investimentos no ano passado foram R$ 2,57 bilhões em 2025, enquanto o valor liquidado do ano anterior foi de R$ 2,52 bilhões.
Veja a evolução dos principais gastos por área (despesa liquidada):Pessoal e encargos sociais
2024: R$ 8,27 bilhões
2025: R$ 9,52 bilhões
Diferença: +R$ 1,26 bilhão / Variação: +15,22%
Custeio (outras despesas correntes)
2024: R$ 5,15 bilhões
2025: R$ 5,94 bilhões
Diferença: +R$ 798,91 milhões / Variação: +15,53%
Previdência Social
2024: R$ 2,95 bilhões
2025: R$ 3,49 bilhões
Diferença: +R$ 545 milhões / Variação: +18,49%
Segurança Pública
2024: R$ 2,01 bilhões
2025: R$ 2,49 bilhões
Diferença: +R$ 478 milhões / Variação: +23,79%
Saúde
2024: R$ 2,88 bilhões
2025: R$ 2,93 bilhões
Diferença: +R$ 47 milhões / Variação: +1,63%
Educação
2024: R$ 2,25 bilhões
2025: R$ 2,53 bilhões
Diferença: +R$ 283 milhões / Variação: +12,62%
Transportes
2024: R$ 810 milhões
2025: R$ 967,6 milhões
Diferença: +R$ 157 milhões / Variação: +19,4%
Assistência Social
2024: R$ 265 milhões
2025: R$ 289,3 milhões
Diferença: +R$ 24 milhões / Variação: +9,1%
Judiciária
2024: R$ 965 milhões
2025: R$ 1,09 bilhão
Diferença: +R$ 126 milhões / Variação: +13,06%
Legislativa
2024: R$ 631 milhões
2025: R$ 701,5 milhões
Diferença: +R$ 70 milhões / Variação: +11,07%
Essencial à Justiça
2024: R$ 303 milhões
2025: R$ 336,1 milhões
Diferença: +R$ 33 milhões / Variação: +10,80%
Agricultura
2024: R$ 118 milhões
2025: R$ 126,2 milhões
Diferença: +R$ 8 milhões / Variação: +6,9%
Saneamento
2024: R$ 94 milhões
2025: R$ 101,5 milhões
Diferença: +R$ 7,5 milhões / Variação: +8,0%
Transferências a municípios
2024: R$ 2,31 bilhões
2025: cerca de R$ 2,48 bilhões
Diferença: +R$ 165, milhões (estimado) / Variação: +7,15%
Encargos da dívida e obrigações (juros + amortização)
2024: R$ 1,45 bilhão
2025: R$ 1,79 bilhão
Diferença: +R$ 338,9 milhões / Variação: +23,32%
Em resumo, o crescimento é praticamente generalizado.
A folha e a previdência seguem como os principais vetores de pressão. Segurança pública e encargos da dívida aparecem entre as maiores altas proporcionais, enquanto saúde cresce pouco — praticamente estável.
Os repasses aos municípios acompanham a arrecadação, mas em ritmo mais moderado.
Já investimentos indiretos, como transportes, avançam acima da média, indicando prioridade em infraestrutura.
No conjunto, o Estado ampliou gastos em quase todas as áreas — movimento sustentado pelo crescimento da receita, mas ainda condicionado pelo peso estrutural da folha e pelas obrigações constitucionais.


