Política
“Remédio para estuprador é espingarda”, dispara Albuquerque ao cobrar nomes em denúncia
Deputado exige que advogada identifique parlamentar que estaria escondendo foragido; Mesa Diretora da ALE vai investigar "ilações"
O deputado estadual Antônio Albuquerque subiu o tom na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) ao exigir providências contra o que chamou de "ilações criminosas" envolvendo os membros da Casa Tavares Bastos. O parlamentar reagiu às informações de que um deputado influente e produtor rural estaria escondendo, em uma fazenda em Coité do Nóia, o jovem Victor Bruno da Silva Santos, o "Vitinho", foragido desde dezembro de 2024 sob acusação de estupro.
Sem citar nominalmente a advogada Júlia Nunes, Albuquerque criticou a postura de quem utiliza redes sociais para lançar suspeitas generalizadas sobre o Parlamento sem declinar nomes. "Essa senhora diz que há deputado protegendo estuprador, mas não diz quem. Há vários produtores rurais aqui. Se tem deputado guardando bandido, precisa ser desmoralizado e responsabilizado", afirmou. O deputado revelou ainda que já acionou a Polícia Federal e a Polícia Civil para que as autoridades interpelem os autores das denúncias.
Ao comentar o crime de estupro, Albuquerque adotou um discurso radical contra o suspeito. Diferente de correntes que defendem a castração química, o parlamentar declarou sua posição pessoal de forma contundente: "Como ainda não evoluí, acho que estuprador tem que ser tratado na espingarda. Resolve de uma vez por todas", disparou o deputado, reforçando sua indignação com a associação de seu nome ou da instituição ao abrigo de criminosos.
O presidente da ALE, Marcelo Victor, endossou a fala de Albuquerque, classificando as acusações como "inadmissíveis". Victor garantiu que a Procuradoria-Geral da Casa adotará medidas judiciais, que podem incluir interpedação e representação junto ao Ministério Público, para que os responsáveis pelas afirmações identifiquem o suposto parlamentar envolvido. "Que se dê nomes aos bois e não se coloque todos sob suspeita", concluiu o presidente.
O caso que originou a crise envolve uma jovem de 19 anos que, após uma confraternização escolar em Coité do Nóia, teria sido dopada com medicamentos controlados, estuprada e asfixiada. A vítima chegou a ficar em coma por cinco dias e hoje enfrenta sequelas graves, enquanto o principal suspeito segue com mandado de prisão preventiva em aberto e paradeiro desconhecido.
Com Vanessa Alencar/Cada Minuto.


