Economia
ICMS passa de R$ 9 bi e puxa alta da receita de Alagoas em 2025
A comparação com 2024 mostra expansão consistente tanto na arrecadação bruta quanto na receita efetiva do Estado
A arrecadação de Alagoas avançou em 2025, com crescimento dos principais tributos estaduais e destaque para o ICMS, que superou a marca de R$ 9 bilhões e seguiu como principal fonte da receita própria. O valor é o maior já arrecadado, nominalmente, na história do Estado.
A comparação com 2024 mostra expansão consistente tanto na arrecadação bruta quanto na receita efetiva do Estado.
O ICMS, já incluindo o adicional do FECOEP, saiu de R$ 8,48 bilhões em 2024 para R$ 9,01 bilhões em 2025, alta de R$ 519,2 milhões, ou 6,12%. O IPVA passou de R$ 682 milhões para R$ 770,9 milhões, crescimento de R$ 88,9 milhões, ou 13,04%.
O IRRF, que é retido dos salários pago aos servidores estaduais, avançou de R$ 1,02 bilhão para R$ 1,24 bilhão, aumento de R$ 220,3 milhões, ou 21,43%. Já o ITCD recuou de R$ 73,8 milhões para R$ 72,5 milhões, queda de R$ 1,29 milhão, ou -1,75%. Estes dados são do RREO/Sefaz-AL.
Dentro do ICMS, o adicional destinado ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP) também apresentou avanço. Segundo o Portal da Transparência, a arrecadação realizada saiu de R$ 336,3 milhões em 2024 para R$ 358,1 milhões em 2025, aumento de R$ 21,8 milhões (+6,5%), reforçando o financiamento de políticas sociais.
Nem todo o volume da arrecadação, no entanto, se traduz integralmente em receita disponível para o Governo do Estado. Pela Constituição, 25% do ICMS e 50% do IPVA são automaticamente transferidos aos municípios. Além disso, parte relevante dessas receitas é destinada ao Fundeb, que redistribui recursos para a educação básica.
No total, mais de R$ 5,7 bilhões são retirados da arrecadação bruta antes de se converter em receita efetiva. Após esses ajustes, a arrecadação tributária líquida do Estado (própria) fica na casa de R$ 7,3 bilhões.
A arrecadação estadual de tributos — incluindo ICMS, IPVA, IRRF, ITCD, taxas e o adicional do ICMS destinado ao FECOEP — passou de R$ 10,41 bilhões em 2024 para R$ 11,31 bilhões em 2025. O avanço foi de R$ 899,9 milhões, alta de 8,64%.
As transferências correntes (obrigatórias da União para o Estado) também cresceram. Saíram de R$ 10,95 bilhões em 2024 para R$ 12,28 bilhões em 2025, aumento de R$ 1,33 bilhão, ou 12,18%. Dentro desse grupo, a cota-parte do FPE passou de R$ 8,12 bilhões para R$ 8,84 bilhões, crescimento de R$ 714,7 milhões, alta de 8,79%.
O movimento confirma crescimento simultâneo da arrecadação própria e das transferências.
Mesmo com essa redistribuição, a capacidade fiscal avançou. A Receita Corrente Líquida (RCL) saiu de cerca de R$ 16,9 bilhões em 2024 para R$ 18,9 bilhões em 2025, crescimento de aproximadamente 12%, consolidando a expansão da base de receitas do Estado.
Veja a evolução dos principais impostos estaduais:
Arrecadação estadual de tributos
2024: R$ 10.416.497.460,76
2025: R$ 11.316.428.186,66
Diferença: +R$ 899.930.725,90 / Variação: +8,64%
ICMS
2024: R$ 8.488.852.336,30
2025: R$ 9.008.104.970,86
Diferença: +R$ 519.252.634,56 /Variação: +6,12%
IPVA
2024: R$ 682.000.000,00
2025: R$ 770.958.583,00
Diferença: +R$ 88.958.583,00 / Variação: +13,04%
IRRF
2024: R$ 1.028.007.263,40
2025: R$ 1.248.308.662,30
Diferença: +R$ 220.301.398,90 / Variação: +21,43%
ITCD
2024: R$ 73.839.153,50
2025: R$ 72.545.891,56
Diferença: -R$ 1.293.261,94 / Variação: -1,75%
Transferências da União
Transferências correntes
2024: R$ 10.950.930.533,05
2025: R$ 12.284.474.674,94
Diferença: +R$ 1.333.544.141,89 / Variação: +12,18%
Cota-parte do FPE
2024: R$ 8.127.896.594,58
2025: R$ 8.842.637.649,10
Diferença: +R$ 714.741.054,52 / Variação: +8,79%




