Economia

Petrobras abre mão de preferência e destrava venda da Braskem

Decisão permite entrada de novo investidor e redefine controle da petroquímica

Por Esther Barros 24/04/2026 06h06
Petrobras abre mão de preferência e destrava venda da Braskem
. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras decidiu não exercer seu direito de preferência na venda da participação da Novonor na Braskem, abrindo caminho para a conclusão do negócio com o fundo de investimentos ligado à IG4 Capital.

Mesmo com as mudanças, a Petrobras seguirá como uma das principais acionistas da Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto. A petroleira dividirá o controle da companhia com um fundo de investimentos.

Com a decisão, anunciada nesta semana, a estatal optou por não interferir na transação, permitindo que o controle da petroquímica seja transferido ao novo investidor. Em paralelo, foi firmado um novo acordo de acionistas que estabelece um modelo de governança compartilhada entre as partes. 

Pelo novo arranjo, Petrobras e o fundo passarão a dividir o controle da companhia, com regras que exigem consenso nas principais decisões estratégicas, além da indicação equilibrada de membros para o conselho de administração e a diretoria. 

A operação envolve a venda da fatia majoritária que pertencia à Novonor, antiga Odebrecht, e faz parte de um processo mais amplo de reestruturação da Braskem, que enfrenta desafios financeiros e operacionais nos últimos anos. 

Especialistas avaliam que a entrada de um novo controlador e a reorganização da governança podem trazer maior estabilidade à empresa, considerada a maior petroquímica da América Latina. Ao mesmo tempo, a Petrobras mantém posição relevante no negócio, ampliando sua influência nas decisões futuras.

O acordo ainda depende de etapas finais e aprovações regulatórias, mas já é visto como um marco na tentativa de reequilibrar a situação financeira e administrativa da Braskem, que também lida com passivos e pressões no mercado.