Economia

Petróleo cai mais de 10% com reabertura do Estreito de Ormuz

Movimento derruba commodities agrícolas; óleo de soja lidera perdas e pressiona cotações em Chicago

Por Redação 17/04/2026 11h11 - Atualizado em 17/04/2026 11h11
Petróleo cai mais de 10% com reabertura do Estreito de Ormuz
Queda do petróleo pressiona commodities agrícolas nos mercados internacionais - Foto: Reprodução

A reabertura do Estreito de Ormuz provocou forte reação nos mercados internacionais nesta sexta-feira (17), com queda acentuada nos preços do petróleo e reflexos imediatos nas commodities agrícolas.

Por volta das 10h20, os contratos futuros do petróleo WTI recuavam cerca de 11%, enquanto o Brent caía mais de 10%, com os barris cotados a US$ 84,23 e US$ 89,35, respectivamente.

O movimento reflete não apenas a retomada do fluxo na rota estratégica, mas também a expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump afirmou que o conflito pode terminar “em breve”.

A queda do petróleo pressionou o complexo soja. Na Bolsa de Chicago, o óleo de soja liderava as perdas, com recuo próximo de 3% nos principais contratos. O vencimento de julho, o mais negociado, era cotado a 67,12 cents de dólar por libra-peso.

A soja em grão também operava em baixa, com perdas entre 4,25 e 5,25 pontos. Os contratos de maio e julho eram negociados a US$ 11,58 e US$ 11,75, respectivamente.

Outras commodities agrícolas seguiram a tendência. Milho e trigo registravam quedas relevantes, superiores a 1% e próximas de 2%, respectivamente. Já na Bolsa de Nova York, café arábica e açúcar recuavam quase 2%, enquanto o algodão caía cerca de 0,7%.

A reabertura da rota foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que informou a liberação total da passagem de embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo. A medida ocorre em consonância com o acordo firmado entre Líbano e Israel.

Em resposta, Trump afirmou que o estreito está “totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita”, reforçando o alívio nas tensões geopolíticas.

O cenário evidencia a forte correlação entre o petróleo e os mercados agrícolas, com a melhora nas condições geopolíticas reduzindo prêmios de risco e pressionando preços em diversas commodities globais.