Economia
Conflito no Irã e privatização das refinarias da Petrobras impulsionam alta dos combustíveis
Segundo Haddad, os responsáveis pela operação contra o Irã contribuíram para a elevação dos preços do petróleo e do gás
O governo brasileiro perdeu a capacidade de controlar os preços dos combustíveis não apenas em razão do conflito no Irã, mas também após a privatização das refinarias e da distribuição da Petrobras, afirmou o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, em entrevista à agência Brasil 247.
Segundo Haddad, os responsáveis pela operação contra o Irã contribuíram para a elevação dos preços do petróleo e do gás no mercado internacional.
"Primeiro, errou quem imaginou que pudesse fazer com o Irã o que fez com a Venezuela e tudo ia ficar bem. Não aconteceu isso", declarou Haddad.
O ex-ministro ressaltou, porém, que a alta dos combustíveis no Brasil não se deve apenas ao cenário internacional. Ele apontou que o segundo fator, de igual relevância, é interno e estrutural: a venda de refinarias e da rede de distribuição da Petrobras, a BR Distribuidora, ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.
"Em segundo lugar, errou quem vendeu refinaria e postos da Petrobras aqui no Brasil. Porque antigamente, quando se tinha a distribuição da Petrobras, havia um parâmetro de preços", afirmou Haddad.
Haddad explicou que, com a saída da Petrobras da distribuição, o país deixou de contar com uma referência estatal para os preços nas bombas, tornando os consumidores brasileiros mais vulneráveis às oscilações do mercado.
Por fim, o pré-candidato destacou que o debate sobre combustíveis é marcado por disputas políticas e narrativas divergentes, tanto em relação ao contexto internacional quanto às decisões econômicas tomadas no país.
Por Sputnik Brasil


