Economia
Páscoa 2026 deve movimentar R$ 37,3 milhões em Maceió
Pesquisa aponta crescimento de 4,7% nas vendas e aumento no gasto com chocolates na capital alagoana
A Páscoa de 2026 deve aquecer o comércio de bens e serviços em Maceió, com uma movimentação estimada em R$ 37,3 milhões, segundo levantamento do Instituto Fecomércio-AL. O valor representa um crescimento de 4,7% em relação a 2025, quando a projeção foi de R$ 35,7 milhões.
A pesquisa considera tanto os gastos com presentes quanto com as celebrações. Neste ano, 64% dos consumidores pretendem comprar barras e ovos de chocolate, com um tíquete médio estimado em R$ 116,61 - alta de 11,64% em comparação ao ano anterior.
Já os itens voltados para as comemorações, como frutos do mar e vinhos, devem atrair 72% dos entrevistados, com gasto médio de R$ 128,82. Apesar do aumento no número de consumidores interessados, o valor médio é 16,83% menor do que o registrado em 2025.
Para o presidente da Fecomércio AL, Adeildo Sotero, a data tem impacto relevante na economia local. “A Páscoa vai além da celebração religiosa e se consolida como uma oportunidade importante para o comércio e os serviços, beneficiando desde pequenos empreendedores até grandes varejistas”, destacou.
Comportamento
No comportamento de consumo, a maioria dos compradores pretende presentear familiares, principalmente filhos (26,6%), sobrinhos (23,3%) e afilhados (15,8%). Em relação à quantidade, predominam as compras de um a dois itens.
Os supermercados lideram como principal local de compra, seguidos por feiras livres e pelo Mercado da Produção. Os ovos de chocolate industrializados continuam sendo os mais procurados, embora produtos artesanais ganhem espaço, impulsionados pela percepção de maior qualidade e sabor.
Decisão de compra
Entre os fatores que mais influenciam a decisão de compra estão a qualidade dos produtos, promoções e preços mais acessíveis. O pagamento deve ser feito, principalmente, com cartão e Pix.
Por outro lado, cerca de 36% dos entrevistados afirmaram que não pretendem comprar chocolates, citando como principais motivos a falta de hábito e os preços elevados.
A pesquisa também reforça o caráter familiar da data: a maioria das celebrações deve ocorrer em casas de parentes, seguida por encontros em residências de amigos. Restaurantes, shoppings e espaços públicos aparecem com menor representatividade nas escolhas dos consumidores.

