Economia
Cesta básica consome 40% da renda em Maceió
Trabalhador precisa de 83 horas de trabalho para comprar itens básicos na capital
Um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta o impacto da cesta básica no orçamento e na jornada de trabalho em Maceió.
De acordo com os dados de fevereiro, o custo médio da cesta básica na capital alagoana foi de R$ 611,98. O valor corresponde a cerca de 40% do salário mínimo líquido, evidenciando um peso significativo no orçamento, sobretudo para famílias de menor renda.
Além do impacto financeiro, o estudo também mensura o tempo necessário de trabalho para adquirir os alimentos. Em Maceió, são exigidas 83 horas e 4 minutos de trabalho para a compra da cesta básica.
Apesar de figurar entre as capitais com menor custo do país, o comprometimento da renda ainda é relevante. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o valor da cesta supera R$ 800, e o tempo de trabalho necessário ultrapassa 100 horas mensais.
O levantamento considera o salário mínimo vigente e a jornada média de trabalho para estimar o peso da alimentação básica no orçamento dos trabalhadores.
No ranking nacional, São Paulo lidera com a cesta mais cara, ao custo de R$ 852,87 e exigência de 115 horas e 45 minutos de trabalho. Na outra ponta, Aracaju registra o menor valor, de R$ 562,88, com necessidade de 76 horas e 23 minutos de trabalho.
Maceió aparece entre as capitais com menor custo absoluto, empatada com Recife no valor da cesta (R$ 611,98) e no tempo de trabalho necessário (83 horas e 4 minutos).


