Economia

Tensão no Oriente Médio não deve abalar economia do Brasil, diz Haddad

Ministro afirma que cenário é monitorado com cautela e que impacto dependerá da dimensão do conflito

Por Esther Barros 03/03/2026 06h06
Tensão no Oriente Médio não deve abalar economia do Brasil, diz Haddad
Haddad: conflito não deve impactar economia brasileira imediatamente - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou nesta segunda-feira (2) que os recentes ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã não devem provocar efeitos imediatos na macroeconomia brasileira. A declaração foi dada antes de uma aula magna na Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o ministro, o governo acompanha o cenário internacional com atenção, mas avalia que, até o momento, não há indicativos de impacto direto nas principais variáveis econômicas do país. 

Haddad destacou que o Brasil vive um momento favorável na atração de investimentos e que eventuais oscilações de curto prazo tendem a ser absorvidas, desde que não haja agravamento significativo da crise.

Ele ponderou, contudo, que a evolução do conflito é imprevisível e que a dimensão dos desdobramentos poderá alterar o cenário. “A escala do conflito vai determinar muita coisa”, afirmou, ressaltando que a equipe econômica está preparada para agir caso o ambiente global sofra deterioração mais intensa.

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz à navegação internacional, rota estratégica para o escoamento de petróleo no mercado mundial. A medida elevou a tensão geopolítica e gerou preocupação nos mercados financeiros globais.

Para o ministro, embora o episódio possa provocar turbulências pontuais, o cenário-base ainda não aponta para impactos estruturais na economia brasileira. 

A equipe da Fazenda seguirá monitorando os desdobramentos externos para avaliar possíveis reflexos sobre inflação, câmbio e fluxo de investimentos.

*Com informações Agência Brasil