Economia
Confiança do empresário do comércio de Maceió recua 3,8% em janeiro
Índice inicia 2026 em 106,9 pontos e reflete acomodação após pico de vendas do fim de ano
Após uma sequência de altas iniciada em setembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), em Maceió, começou 2026 em queda. Em janeiro, o indicador marcou 106,9 pontos, retração de 3,8% na comparação mensal e de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em dezembro, o Icec havia atingido 112 pontos, impulsionado pelo desempenho das vendas de fim de ano. O recuo agora é atribuído ao processo de ajuste natural do setor após a temporada mais intensa do calendário comercial.
De acordo com o assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, Lucas Sorgato, o resultado não indica perda de confiança generalizada. Segundo ele, janeiro é tradicionalmente um mês de acomodação, marcado pela redução do fluxo de consumidores e readequação das expectativas.
“Os empresários ainda estão confiantes, mas ajustam suas projeções à realidade do período. Não há ruptura, e sim um retorno ao padrão sazonal de maior cautela”, explica o economista.
Empresas menores sentem mais
A pesquisa mostra que o impacto não é uniforme. Empresas com até 50 funcionários sentiram mais a retração da demanda, enquanto negócios maiores mantiveram níveis relativamente mais elevados de confiança.
Segundo Sorgato, a desaceleração afeta de forma mais intensa os estabelecimentos com menor capital de giro e maior dependência do fluxo diário de vendas.
Na decomposição do indicador, apenas o subindicador de Condições Atuais registrou alta de 1,4%, alcançando 81,8 pontos. O resultado reflete as dificuldades enfrentadas no curto prazo, como crédito mais caro, custos operacionais elevados e demanda mais fraca.
Já o subindicador de Expectativas ficou em 132,6 pontos, com queda de 7,2%. Apesar do recuo, o nível segue elevado, indicando manutenção da confiança no médio prazo, ainda que com postura mais prudente.
O indicador de Intenções de Investimento também recuou 3,3% no mês e apresentou queda de 11,1% nas expectativas de contratação. O movimento é considerado típico de janeiro, período em que o comércio encerra contratos temporários e adia decisões de expansão até maior definição sobre o ritmo das vendas no primeiro trimestre.
Os dados são do Instituto Fecomércio, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


