Economia

Inflação sobe 0,33% em janeiro com alta de combustíveis e transportes

IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses, acima do registrado no período anterior, segundo o IBGE

Por Redação com g1 10/02/2026 18h06 - Atualizado em 10/02/2026 18h06
Inflação sobe 0,33% em janeiro com alta de combustíveis e transportes
Principal pressão veio dos combustíveis, que subiram 2,14%, especialmente a gasolina - Foto: Reprodução

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10). O resultado repete a variação observada em dezembro de 2025 e veio ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Com o desempenho do mês, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,44%, superando os 4,26% registrados anteriormente. Em janeiro do ano passado, o índice havia avançado 0,16%.

O principal impacto sobre o IPCA veio do grupo Transportes, que subiu 0,60% e respondeu por 0,12 ponto percentual do índice geral. A alta foi impulsionada pelos combustíveis, que avançaram 2,14%, com destaque para a gasolina, que subiu 2,06% e teve o maior peso individual na inflação do mês.

Também contribuíram os reajustes nas tarifas de ônibus urbanos, metrô e táxi em diversas capitais. Em contrapartida, quedas expressivas nas passagens aéreas (-8,90%) e nos preços do transporte por aplicativo (-17,23%) ajudaram a conter uma alta ainda maior.

Alimentos e energia ajudam a conter índice


O grupo Alimentação e bebidas desacelerou para 0,23%, a menor variação para um mês de janeiro desde 2006, influenciado pela queda nos preços do leite longa vida e dos ovos, apesar da forte alta do tomate.

Já o grupo Habitação recuou 0,11%, puxado principalmente pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial, reflexo da mudança da bandeira tarifária amarela para a verde em janeiro.

Apesar de o resultado ter vindo levemente acima do esperado, analistas avaliam que a inflação segue em processo de desaceleração, embora ainda haja pressões pontuais, especialmente em combustíveis, serviços e alguns bens industriais. Para economistas, o dado de janeiro é considerado neutro para a política monetária, mantendo a perspectiva de inflação mais controlada ao longo de 2026.