Economia
Alagoas amplia classe média e soma mais de 60% da população nas classes A, B e C
Avanço de quase 12 pontos percentuais entre 2022 e 2024 é impulsionado por aumento da renda do trabalho e integração de políticas públicas como Bolsa Família e BPC
Alagoas registrou um crescimento expressivo da população nas classes de maior renda entre 2022 e 2024. De acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o percentual de pessoas pertencentes às classes A, B e C passou de 48,2% para 60,11% no período, representando um aumento de 11,91 pontos percentuais no estado.
As classes A, B e C reúnem famílias com renda mensal acima de quatro salários mínimos, incluindo desde a classe média até os estratos de maior poder aquisitivo. O avanço coloca Alagoas em destaque no cenário nacional de mobilidade social recente.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das políticas públicas voltadas à população de baixa renda. Para ele, os números mostram que os programas sociais vão além da transferência direta de recursos.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro.
Integração de políticas e renda do trabalho
A pesquisa da FGV aponta que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho, aliado à integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação, qualificação profissional e crédito.
Essa combinação, segundo o estudo, tem contribuído para a redução da pobreza e para a transição de milhões de brasileiros para faixas de renda mais elevadas.
Cenário nacional
Em nível nacional, o levantamento indica que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda entre 2022 e 2024. O movimento representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais no período, reforçando a tendência de recuperação da renda e de mobilidade social no país.
Para o governo federal, os resultados refletem o impacto positivo da articulação entre políticas sociais e econômicas, com foco na inclusão produtiva e na geração de oportunidades.


