Economia

Preços de repelentes variam até 110% nas farmácias, aponta Procon

Uso do repelente é uma medida importante de proteção à saúde pública

Por Agência Brasil 21/01/2026 17h05
Preços de repelentes variam até 110% nas farmácias, aponta Procon
Repelentes que contenham DEET, icaridina ou IR 3535 ajudam a prevenir a picada do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como a zika - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Produto muito utilizado neste período do ano, o repelente de insetos pode apresentar uma variação de preço nas farmácias de até 110%, segundo levantamento realizado pelo Procon-SP. A pesquisa considerou os valores praticados por drogarias e farmácias em seus sites, apurados no dia 15 de janeiro.

Um dos itens que apresentou maior diferença de preços foi um repelente spray voltado ao público infantil, encontrado por R$ 39,90 em uma farmácia e por R$ 83,95 em outra — mais do que o dobro. Ou seja, ao optar pelo produto mais barato, o consumidor pode economizar R$ 44,05 por unidade. O levantamento também identificou repelente spray de 100ml variando entre R$ 39,90 e R$ 81,90, dependendo da marca.

Proteção

O uso do repelente é uma medida importante de proteção à saúde pública, especialmente no verão, quando o calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Embora já exista vacina contra a dengue, o uso do repelente continua essencial, pois o imunizante ainda não está disponível para toda a população.

Além disso, repelentes que contenham DEET, icaridina ou IR 3535 ajudam a prevenir a picada do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como a zika, para a qual ainda não há vacina disponível.

O Procon orienta que, antes de adquirir um repelente, o consumidor verifique se o produto possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e observe se a fórmula contém algum ingrediente que possa causar alergia. O órgão ainda recomenda pesquisar preços, considerar o valor do frete nas compras online e checar se o site é confiável, consultando a lista de sites não confiáveis do Procon.