Economia
Origem Energia recebe sinal verde para retomar operações interditadas em Alagoas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Origem Energia a reiniciar a produção de petróleo e gás no Polo Alagoas,
Após um período de interdição imposto pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Origem Energia recebeu autorização para retomar as operações de produção de petróleo e gás no Polo Alagoas. A medida de suspensão, implementada no mês passado, foi motivada por “desvios críticos” e a identificação de situações de Risco Grave Iminente (RGI), que representavam uma ameaça direta à segurança das pessoas e ao meio ambiente nas estações de produção em Pilar e São Miguel dos Campos, Alagoas.
A superintendência de segurança operacional da ANP aprovou o retorno das atividades após a realização de ajustes necessários nos programas de segurança da Origem Energia. A empresa, em comunicado oficial, afirmou que já deu início aos procedimentos de retomada das operações e enfatizou seu compromisso com elevados padrões de segurança e proteção ambiental. “A companhia reforça o compromisso de continuar operando com base na excelência de padrões de segurança e meio ambiente”, declarou.
Durante o mês de junho, as operações do Polo Alagoas foram paralisadas por determinação da ANP para permitir que a Origem Energia implementasse as adequações exigidas em seus protocolos de segurança. Com a autorização para reinício, a expectativa é que as atividades nas estações de Pilar e Furado sejam retomadas de forma progressiva, garantindo que todas as normas de segurança e meio ambiente sejam estritamente seguidas para evitar riscos futuros.
INTERDIÇÃO
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interditou, em caráter imediato no mês de julho, as operações em duas estações de produção de petróleo e gás natural em Alagoas, a de Pilar e a de Furado, em São Miguel dos Campos.
A fiscalização da ANP aconteceu entre os dias 10 e 14 de junho e foi realizada também em estações em outros estados. O prazo inicial dado para regularização dos problemas encontrados foi de 90 dias, podendo se estender por quase um ano.
Os problemas verificados pela fiscalização foram, principalmente, falhas em casos de situação de emergência, constatadas durante um simulado de acidente. Um deles é referente ao esfriamento dos tanques. No atual cenário, o risco de incêndio e explosão seria altíssimo.
Além disso, foram detectadas falhas em válvulas que controlam a pressão do ar nos equipamentos, o que representa “consequências catastróficas para pessoas e meio ambiente”. Os fiscais constataram ainda que não há alarmes sonoros para serem disparados em casos de emergência.
*Com informações do Valor


