Cooperativismo

Coopag amplia mercado para ovos caipiras da agricultura familiar

Cooperativa de Coité do Nóia é um exemplo do avanço na produção e organização dos produtos, gerando renda e incentivando a valorização do trabalho no campo

Por BCCOM Comunicação 16/06/2026 14h02
Coopag amplia mercado para ovos caipiras da agricultura familiar
Coopag vem se destacando na produção de ovos caipiras em Coité do Nóia e região - Foto: Assessoria

A comercialização de alimentos produzidos pela agricultura familiar tem conquistado cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados alagoanos. 

Em Coité do Nóia, a Cooperativa dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar do Agreste (Coopag) é um exemplo desse avanço ao organizar a produção de ovos caipiras e conectar agricultores familiares ao mercado, fortalecendo a geração de renda e agregando valor ao trabalho desenvolvido no campo.

Integrante do quadro de cooperativas da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e da Economia Solidária de Alagoas (Unicafes-AL), a Coopag coordena um projeto de galinhas poedeiras que reúne produtores familiares do município e da região. 

A cooperativa por meio de seus projetos técnicos impulsiona desde a criação, o recolhimento, a classificação, a embalagem e a comercialização dos ovos, permitindo que a produção alcance consumidores por meio de programas institucionais e também do comércio varejista.

Além da atuação junto ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outras políticas voltadas à agricultura familiar, a Coopag vem ampliando sua presença nos supermercados. Atualmente, os ovos caipiras produzidos pelos cooperados já são comercializados em estabelecimentos como Azul, São Luís, Popular e 15 de Novembro, onde têm conquistado ótima aceitação entre os consumidores. 

Para o diretor da cooperativa, Flávio Marques, esse resultado demonstra a força do cooperativismo na organização da produção familiar.

“A Coopag nasceu para criar oportunidades aos pequenos produtores e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de fornecer alimentos com qualidade e regularidade. Nós reunimos a produção de várias famílias, damos suporte na organização, na embalagem e na comercialização e abrimos portas para mercados que, individualmente, muitos agricultores não conseguiriam acessar. Quando o consumidor compra um ovo da Coopag, ele está fortalecendo diretamente quem vive e trabalha no campo”, destaca.

O diferencial do produto está diretamente relacionado ao sistema de criação das aves. As galinhas são criadas no campo, em sistema de pastejo, permanecendo boa parte do tempo livres e se alimentando de forma natural, característica que influencia diretamente na resistência da casca, na coloração mais intensa da gema e na qualidade nutricional dos ovos. Esse manejo confere ao produto características valorizadas pelos consumidores e reforça o compromisso da cooperativa com uma produção sustentável e de qualidade.

Além de organizar a comercialização, a cooperativa presta apoio aos produtores em diferentes etapas da cadeia produtiva, auxiliando na padronização e embalagem dos ovos e incentivando iniciativas de diversificação das propriedades, como o cultivo de mandioca e macaxeira. 

A Coopag também trabalha em projetos para ampliar o aproveitamento da produção e agregar ainda mais valor às atividades desenvolvidas pelos cooperados.

Entre os planos para os próximos anos está a implantação de um abatedouro próprio, permitindo o aproveitamento das galinhas ao final do ciclo produtivo, que dura cerca de um ano e quatro meses. A iniciativa deverá criar uma nova alternativa de renda para os agricultores familiares e fortalecer ainda mais a sustentabilidade econômica da cooperativa.

“Nosso objetivo é aproveitar toda a cadeia produtiva. Já organizamos a produção dos ovos e queremos avançar para novas etapas, como o abate das aves ao fim do ciclo produtivo, gerando mais renda para os cooperados e evitando desperdícios. Também seguimos incentivando outras culturas nas propriedades, porque acreditamos que a diversificação fortalece as famílias e torna o cooperativismo ainda mais sustentável”, afirma Flávio Marques.