Cooperativismo

Ufal promove oficina de tecnologia para cooperativas de material reciclável

Iniciativa visa ampliar o acesso à inovação e estimular a relação entre a universidade e a comunidade

Por Redação com Ufal 05/05/2026 15h03 - Atualizado em 05/05/2026 16h04
Ufal promove oficina de tecnologia para cooperativas de material reciclável
Oficina aconteceu na Ufal com a participação de representantes de cooperativas de materiais recicláveis - Foto: Assessoria

Catadores de diversas cooperativas de material reciclável de Alagoas participaram de uma iniciativa de tecnologia e inovação promovida no Instituto de Inovação Circular em Alagoas (IEC-AL), sediado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). 

Tratou-se de uma oficina de remanufatura de resíduos eletrônicos realizada pelo projeto Recicla On, do Instiuto Gea - Ética e Meio Ambiente, com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa e do Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo (Lassu/USP).

Segundo informações, a remanufatura é um tipo de processo industrial que desmonta, repara, limpa e testa produtos usados para chegar perto do padrão de qualidade e desempenho de um item novo.

Na ocasião, os catadores receberam caderno, itens de papelaria, apostilas e uniforme, além dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Também foi realizada uma consultoria técnica para todas as cooperativas participantes, bem como foi cedida uma ajuda de custo para transportes e uma compensação pelas horas em que os catadores deixaram de trabalhar na cooperativa.

"As aulas foram maravilhosas. Aprendemos muito e conhecemos coisas que nunca imaginamos e também esse contato com a universidade que, assim como eu, muitos outros nunca tiveram. Nunca tinham entrado na universidade, participado de uma sala de aula ou de uma atividade interativa. Então, foi uma oportunidade única”, disse João Victor, um dos catadores que representou a Cooprel Benedito Bentes.

Para o professor da oficina, Walter Akio Goya, a realização do projeto na universidade é essencial para que o espaço seja cada vez mais democrático e inclusivo, ressaltando que aquele ambiente também pertence a eles.

“A gente faz muita questão de que aconteça na universidade porque é um espaço ao qual os cooperados geralmente não têm acesso ou, quando têm, é só para prestação de serviço, como coleta. Trazê-los para dentro da universidade é uma forma de promover inclusão. Eles almoçam no restaurante universitário, convivem com os estudantes, conhecem essa realidade e percebem que pessoas de qualquer classe social podem frequentar esses espaços”, destacou.

Os participantes da oficina puderam conhecer peças de informática de alta rentabilidade e estar próximos do poder formativo da capacitação.

“O impacto que o Instituto Géia trouxe foi muito interessante, especialmente no trabalho com os catadores, que são quem têm a vivência com o recolhimento desses materiais. A ideia é aproveitar esse público para que eles tenham, dentro da cadeia produtiva, uma alternativa viável de renda. Tanto produzindo para si quanto formando outras pessoas”, disse a coordenadora o IEC em Alagoas, Natally Sarmento.