Cooperativismo
Agro sustentável e tecnológico: cooperativas lideram a revolução no campo
A tecnologia aplicada aos defensivos agrícolas é outro vetor de inovação
Em 2026, a transformação do agro para uma era mais digital e sustentável deixa de ser apenas uma tendência e se torna um imperativo estratégico. Um levantamento do Sistema OCB/InovaCoop aponta sete movimentos tecnológicos que devem impactar diretamente a gestão e a competitividade das cooperativas agropecuárias no próximo ciclo, conforme divulgado no boletim Impulso do Coop desta semana.
No topo dessa transformação está a rastreabilidade. Sob a pressão de consumidores que exigem transparência, cooperativas investem em sistemas capazes de registrar dados desde o plantio até o consumidor final. A Coafra, no Amazonas, por exemplo, utiliza QR Codes para informar geolocalização, data de colheita e dados institucionais, ampliando o acesso a novos mercados.
A Inteligência Artificial também ganha espaço no campo. A Cooxupé aplica sistemas automatizados para classificar grãos de café, identificando qualidade, sabor e eventuais falhas, como fermentação indesejada. O uso da IA aumenta a precisão das análises e reduz custos operacionais.
A tecnologia aplicada aos defensivos agrícolas é outro vetor de inovação. Equipamentos modernos, análise climática baseada em dados e escolha de pontas de pulverização mais eficientes tornam o manejo mais seguro e sustentável, diminuindo desperdícios e riscos ambientais.
No campo ambiental, a agricultura regenerativa orientada por dados avança com iniciativas como o Centro de Pesquisa e Análises da Coopernorte, voltado a desafios de solo e clima na Amazônia Oriental. Os bioinsumos inteligentes, usados pela Cooperativa Pindorama, transformam esterco bovino em microrganismos adaptados às características do solo local.
A conectividade rural emerge como base para todas essas inovações. A Lar Cooperativa, por exemplo, utiliza amostragem georreferenciada para diagnósticos precisos do solo, permitindo aplicação personalizada de insumos.
Finalmente, a busca por energia limpa consolida a economia circular no campo. A Primato converte dejetos suínos em biometano, energia elétrica e biofertilizantes, abastecendo inclusive sua própria frota.
O levantamento evidencia que as cooperativas já se posicionam à frente das tendências, integrando tecnologia, sustentabilidade e princípios cooperativistas na construção do chamado Agro 5.0.
*Com informações do MundoCoop


