Cooperativismo

Educação cooperativista em Alagoas ganha destaque nacional

Proposta tem se consolidado como alternativa para famílias que buscam formação acadêmica aliada ao desenvolvimento social

Por Redação com Sescoop 15/01/2026 18h06 - Atualizado em 15/01/2026 19h07
Educação cooperativista em Alagoas ganha destaque nacional
Cooperativas têm se destacado no Brasil com pedagogia que é centrada no ser humano - Foto: Assessoria

A educação cooperativista tem se consolidado como uma alternativa cada vez mais valorizada por famílias que buscam uma formação que vá além do desempenho em provas. Com uma proposta pedagógica centrada no ser humano, esse modelo educacional promove o desenvolvimento acadêmico aliado à formação social, ética e cidadã dos estudantes, estimulando desde cedo a autonomia, o senso crítico, a cooperação e a responsabilidade social.

Em Alagoas, quatro cooperativas educacionais estão cadastradas no Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Alagoas (SESCOOP/AL) e já acumulam reconhecimento em âmbito local e nacional. São elas:

  • a Cooperativa Educacional de Maceió (COOPEMA), responsável pelo Colégio São Lucas; 
  • a Cooperativa Maria Cristina Souza (COOPEMCS), mantenedora do Colégio Inovar, em Atalaia; 
  • a Cooperativa Educacional de Penedo (COOPEPE), que administra o Colégio Leonor Gonçalves Peixoto;
  • e a Cooperativa Educacional de Xingó (COOPEX), responsável pela Escola Convivendo, em Piranhas, e pelo Colégio Boa Ideia, em Paulo Afonso (BA).

Um dos exemplos mais recentes do impacto da educação cooperativista ocorreu em dezembro do ano passado, quando a estudante Maria Lethycia Santos, da COOPEPE, conquistou o segundo lugar na Olimpíada Brasileira do Bem Público (OBP). A instituição foi a única representante de Alagoas na final da competição, promovida pela Escola de Políticas Públicas e Governo (EPPG) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para a presidente da Cooperativa Educacional de Penedo, Maria da Conceição Santana, o resultado é fruto de um trabalho coletivo e planejado. “A conquista da aluna representa o compromisso da nossa escola com uma educação de qualidade, baseada na cooperação, no protagonismo do estudante e na formação cidadã. Isso faz toda a diferença”, destacou.

Inovação e tecnologia na educação cooperativista


Em 2025, alunos do Colégio Inovar, mantido pela Cooperativa Educacional Maria Cristina Souza, de Atalaia, também chegaram à final nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no Espírito Santo. Para o presidente da cooperativa, Gildenor Leite, o desempenho evidencia a força do modelo cooperativista na educação. “Quando educadores, estudantes e comunidade caminham juntos, o aprendizado se transforma em inovação, a cooperação vira força e todos ganham com isso”, afirmou.

Além dos resultados acadêmicos, as escolas cooperativistas ampliam o papel social da educação ao atuarem como polos de integração comunitária. As instituições promovem ações culturais, projetos sociais, palestras, eventos formativos e atividades que fortalecem os vínculos entre estudantes, educadores, famílias e a comunidade local. A gestão democrática, com participação ativa das famílias nas decisões, é outro pilar do modelo.

Para o superintendente do SESCOOP/AL, Adalberon Sá Júnior, o cooperativismo educacional responde às novas demandas da educação contemporânea. “Em tempos em que educar exige cada vez mais sensibilidade, inovação e diálogo, o cooperativismo educacional mostra que é possível ensinar com excelência, cuidar com proximidade e formar comunidades que aprendem e crescem juntas”, ressaltou.

Evento debate inclusão e fortalecimento da educação cooperativista


Com o objetivo de fortalecer ainda mais a atuação das cooperativas educacionais, o SESCOOP/AL realizará no próximo dia 16 de janeiro, no Hotel Best Western Premier, em Maceió, o evento “Mindset Educa+Coop: educar para cooperar – construindo um mindset inclusivo”.

O encontro é voltado para cooperados, dirigentes e colaboradores de cooperativas alagoanas e propõe debater temas que impulsionam o desenvolvimento dos negócios, fortalecem a gestão e promovem uma cultura cooperativa mais inclusiva, inovadora e sustentável.

A programação contará com palestras e oficinas sobre prevenção ao bullying, cultura organizacional inclusiva, capacitação prática na Lei Lucas e atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e transtornos disruptivos.

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso permanente com a qualificação estratégica e o fortalecimento da educação cooperativista em Alagoas, abordando temas que precisam ser discutidos com profissionalismo e responsabilidade”, concluiu Adalberon Sá Júnior.