Cooperativismo
Confederações internacionais cooperativas se reúnem para discutir energia renovável na América Latina
Novo encontro para o intercâmbio de ideias foi agendado para o dia 19 de julho.
A Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), em parceria com o Sistema OCB, realizou nessa quarta-feira (24), o Encontro de Intercambio sobre Energia Cooperativa na América Latina. Participaram do evento, realizado em formato online, a gerente de projetos da DGRV, Camila Japp; o coordenador de Meio Ambiente e Energia do Sistema OCB, Marco Morato; e representantes de cooperativas de países como Chile, Colômbia e México.
Camila destacou que o encontro teve como objetivo dar andamento aos modelos de negócios possíveis entre os países para possibilitar a geração de energia limpa com protagonismo do consumidor. “Esse intercâmbio é importante para trocamos experiências entre os países e, a partir dos pontos fortes de cada um, identificarmos oportunidades”, afirmou. Ela ressaltou ainda que “o Brasil tem tido um grande papel de liderança e de troca de experiências nesse sentido”.
De acordo com a gerente, o potencial das cooperativas de energia renovável na América Latina, principalmente em países como Brasil, Chile, Colômbia e México, tem muito a contribuir com o mundo. “No Brasil, a DGRV tem dois projetos. Um deles tem foco nas cooperativas agropecuárias. O outro é um projeto estruturado para a América Latina e Caribe. No caso do Brasil, ele foi inserido como um dos países-foco da atuação da DGRV”, destacou.
Energia renovável
Questionado sobre o modelo de geração distribuída brasileiro, Marco Morato detalhou as similaridades e diferenças entre os países da América Latina no que diz respeito a energia renovável e sua conexão com temas como política climática, marcos legais no setor energético, políticas e programas para o setor aliadas as características da Geração Distribuída (GD).
“O incentivo a esse tipo de prestação de serviço deve ser eficiente, e levar em consideração aspectos como atributo da fonte e o local da geração, para que asseguremos custos mais justos para todos. Com isso, ampliamos a possibilidade de em um futuro próximo, podermos vender os excedentes. Nesse contexto, o Brasil tem tido um papel referência e estamos sempre abertos à troca de experiências”, disse.
Morato lembrou que que o envolvimento da sociedade na geração de energia renovável está se tornando uma tendência mundial. “E o modelo cooperativista é o que melhor se adapta a esse movimento, por abranger elementos como o compromisso com o interesse comum dos envolvidos, a gestão democrática, a atenção à sustentabilidade e o desenvolvimento local”, afirmou.
O coordenador reforçou também que qualquer fonte de energia limpa – hidrelétrica, eólica ou solar – pode ser incluída neste conceito. Segundo ele, o Brasil tem muito espaço para esse tipo de empreendimento. “Somos referência mundial na geração de energia renovável, e de mecanismos inclusivos de acesso à energia elétrica. Porém, existe ainda um longo caminho para otimizar o setor e consolidar a prestação destes serviços entre os países na América Latina. Criar uma rede de especialistas para a troca de experiências acelera o amadurecimento na busca por soluções eficientes com o protagonismo das pessoas”, completou.
Por fim, um novo encontro para o intercâmbio de ideias foi agendado para o dia 19 de julho.
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