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Estudo de 1960 apontou 2026 como data do “fim do mundo”

Modelo matemático previa crescimento populacional ilimitado, mas projeção perdeu precisão a partir da década de 1990

Por Redação 14/10/2026 13h01
Estudo de 1960 apontou 2026 como data do “fim do mundo”
. - Foto: Reprodução/internet

Um estudo científico publicado em 1960 chamou atenção ao apontar 13 de novembro de 2026 como a data em que a população mundial atingiria um limite matemático extremo. A previsão, que ficou conhecida como uma espécie de “fim do mundo”, não indicava uma catástrofe naquela data, mas era resultado de um modelo que projetava o crescimento populacional até o infinito.

O trabalho foi desenvolvido pelo físico Heinz von Foerster, em parceria com Patricia M. Mora e Lawrence W. Amiot, e publicado na revista Science. Os pesquisadores analisaram estimativas da população mundial referentes aos dois milênios anteriores e identificaram um padrão de crescimento cada vez mais acelerado.

A partir desses dados, criaram uma equação que indicava que o intervalo necessário para o aumento da população diminuiria progressivamente. Ao prolongar essa tendência, o cálculo chegou a 13 de novembro de 2026 como o ponto em que o número de habitantes tenderia matematicamente ao infinito.

 Por que a previsão não se confirmou?


Na época, o crescimento acelerado da população gerava preocupações sobre a disponibilidade de alimentos e recursos naturais. Os autores consideravam que, caso a tendência continuasse, a humanidade enfrentaria um cenário insustentável.

O modelo, porém, dependia da manutenção do ritmo de crescimento observado anteriormente. A partir de 1993, a evolução da população mundial começou a se afastar da curva prevista, em parte devido à redução das taxas de fecundidade em diferentes regiões.

Com menos filhos por mulher em diversos países, o crescimento populacional perdeu velocidade, contrariando a tendência matemática usada no estudo original.

O que significa a data de 2026?


A data de 13 de novembro de 2026 representa apenas o resultado da extrapolação matemática proposta pelos pesquisadores. Não se trata de uma previsão científica de extinção humana ou de uma catástrofe global.

O estudo teve repercussão em debates sobre demografia, ecologia e disponibilidade de recursos naturais, especialmente nas décadas seguintes à publicação.

A principal limitação da projeção foi presumir que o padrão de crescimento continuaria indefinidamente. A desaceleração demográfica mostrou que mudanças sociais e comportamentais podem alterar tendências e tornar projeções de longo prazo menos precisas.