Ciência, tecnologia e inovação

Cientistas russos desenvolvem método inovador para reforçar fibra de carbono

De acordo com os cientistas, a inovação consiste em melhorar a aderência entre os fios da fibra de carbono por meio de uma "cola" especial, proporcionando um material mais robusto

Por Sputnik Brasil 07/10/2026 13h01 - Atualizado em 07/10/2026 13h01
Cientistas russos desenvolvem método inovador para reforçar fibra de carbono
Foto: © Sputnik / Sergei Pyatakov

Pesquisadores da Universidade Técnica Estatal de Volgogrado, na Rússia, apresentaram um novo método para aumentar a resistência da fibra de carbono utilizada em componentes aeroespaciais, ampliando a durabilidade e o desempenho desse material fundamental.

De acordo com os cientistas, a inovação consiste em melhorar a aderência entre os fios da fibra de carbono por meio de uma "cola" especial, proporcionando um material mais robusto. Os resultados do estudo foram publicados na revista Polymer Composites.

Atualmente, a fibra de carbono é amplamente empregada na fabricação de compósitos para equipamentos esportivos, próteses, construções em áreas sujeitas a terremotos e, principalmente, em peças de veículos espaciais, devido à sua alta resistência e baixo peso.

"Os fios utilizados são extremamente finos, o que os torna suscetíveis a quebras. Além disso, a fragilidade das extremidades da fibra e da resina de ligação favorece a ocorrência de fraturas", explica Sergei Borisov, um dos autores do estudo e professor adjunto da cátedra de Química e Tecnologia de Processamento de Elastômeros da Universidade Técnica Estatal de Volgogrado.

A equipe de Borisov, em colaboração com outros pesquisadores, aprimorou o processo ao revestir os filamentos com zinco e adicionar compostos orgânicos à resina, capazes de se ligar aos átomos do metal, fortalecendo a conexão entre os componentes.

"Como resultado, obtivemos um material 77% mais resistente à flexão e que exige 28% mais força para ser rompido. As camadas do tecido também passaram a se unir melhor, aumentando em 62% a tensão suportada durante movimentos entre as camadas", detalha Borisov.

O tecido reforçado, graças à sua resistência e leveza, pode ser aplicado em diferentes áreas, como equipamentos esportivos, próteses, construção civil em regiões sismicamente ativas e desenvolvimento de veículos espaciais.

No futuro, os pesquisadores pretendem avaliar outras propriedades do novo material, como resistência à umidade, capacidade de suportar cargas cíclicas e viabilidade econômica da tecnologia.

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