Ciência, tecnologia e inovação
Cientistas russos desenvolvem método inovador para reforçar fibra de carbono
De acordo com os cientistas, a inovação consiste em melhorar a aderência entre os fios da fibra de carbono por meio de uma "cola" especial, proporcionando um material mais robusto
Pesquisadores da Universidade Técnica Estatal de Volgogrado, na Rússia, apresentaram um novo método para aumentar a resistência da fibra de carbono utilizada em componentes aeroespaciais, ampliando a durabilidade e o desempenho desse material fundamental.
De acordo com os cientistas, a inovação consiste em melhorar a aderência entre os fios da fibra de carbono por meio de uma "cola" especial, proporcionando um material mais robusto. Os resultados do estudo foram publicados na revista Polymer Composites.
Atualmente, a fibra de carbono é amplamente empregada na fabricação de compósitos para equipamentos esportivos, próteses, construções em áreas sujeitas a terremotos e, principalmente, em peças de veículos espaciais, devido à sua alta resistência e baixo peso.
"Os fios utilizados são extremamente finos, o que os torna suscetíveis a quebras. Além disso, a fragilidade das extremidades da fibra e da resina de ligação favorece a ocorrência de fraturas", explica Sergei Borisov, um dos autores do estudo e professor adjunto da cátedra de Química e Tecnologia de Processamento de Elastômeros da Universidade Técnica Estatal de Volgogrado.
A equipe de Borisov, em colaboração com outros pesquisadores, aprimorou o processo ao revestir os filamentos com zinco e adicionar compostos orgânicos à resina, capazes de se ligar aos átomos do metal, fortalecendo a conexão entre os componentes.
"Como resultado, obtivemos um material 77% mais resistente à flexão e que exige 28% mais força para ser rompido. As camadas do tecido também passaram a se unir melhor, aumentando em 62% a tensão suportada durante movimentos entre as camadas", detalha Borisov.
O tecido reforçado, graças à sua resistência e leveza, pode ser aplicado em diferentes áreas, como equipamentos esportivos, próteses, construção civil em regiões sismicamente ativas e desenvolvimento de veículos espaciais.
No futuro, os pesquisadores pretendem avaliar outras propriedades do novo material, como resistência à umidade, capacidade de suportar cargas cíclicas e viabilidade econômica da tecnologia.
Por Sputnik Brasil
