Internacional
Três anos de guerra em Gaza aprofundam crise humanitária
Abastecimento de água, energia e comunicação foi gravemente afetado, ampliando as necessidades urgentes da população
Três anos após o início da guerra, a Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária sem precedentes. Dezenas de milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas, enquanto hospitais, escolas e moradias foram destruídos ou danificados, comprometendo ainda mais a vida dos habitantes locais.
O abastecimento de água, energia e comunicação também foi gravemente afetado, ampliando as necessidades urgentes da população. Para marcar a data, a Sputnik reuniu os dados oficiais mais recentes sobre as consequências do conflito.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortos já ultrapassa 74 mil, e o de feridos se aproxima de 175 mil. Mais de 370 mil residências foram destruídas ou danificadas, e cerca de 859 mil pessoas necessitam de materiais de emergência para montar abrigos temporários.
A crise de água permanece crítica: 82% dos domicílios enfrentam níveis médios ou altos de falta de água potável. Os dados evidenciam a dimensão da crise e a crescente dependência da população da ajuda humanitária.
Em meio a impasses sobre um plano de paz, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que Gaza está "à beira da fome". Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas, o equivalente a 67% da população do enclave palestino, enfrentam insegurança alimentar.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que cerca de 90% da infraestrutura de água e saneamento de Gaza foi danificada ou destruída pelos ataques israelenses.
