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Túmulo egípcio de 4.400 anos é encontrado com relevos preservados no Egito

Estrutura de 4.400 anos era pertencente ao alto funcionário Younmin e a seu pai, Ity

Por Sputnik Brasil 08/09/2026 14h02
Túmulo egípcio de 4.400 anos é encontrado com relevos preservados no Egito
Local se destaca por relevos com cenas agrícolas e procissões de oferendas que ainda conservam vestígios das cores originais - Foto: © Foto / Conta oficial do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito nas redes sociais

Arqueólogos descobriram em Saqqara, no Egito, um túmulo de 4.400 anos pertencente ao alto funcionário Younmin e a seu pai, Ity, surpreendendo pela preservação de relevos agrícolas e inscrições administrativas que oferecem nova perspectiva sobre a burocracia do Antigo Império Egípcio.

A mastaba, uma tumba retangular de paredes inclinadas datada do final da Quinta Dinastia, foi localizada na Necrópole de Mariette. O local se destaca por relevos com cenas agrícolas e procissões de oferendas que ainda conservam vestígios das cores originais, evidenciando o valor artístico e histórico da descoberta.

A estrutura reúne duas capelas funerárias: uma maior, dedicada a Younmin, e outra menor, a Ity. Pesquisadores destacam que as inscrições detalham cargos administrativos raros, indicando que ambos os sepultados faziam parte da elite estatal e não se tratava de um enterro comum.

Segundo os especialistas, Younmin exerceu funções de destaque como juiz, diretor do tribunal e chefe dos escribas responsáveis por analisar petições. Esses títulos lançam luz sobre o funcionamento da administração egípcia, revelando como disputas e solicitações eram processadas no Estado faraônico.

Ity, por sua vez, teria atuado na administração dos escribas, com atribuições voltadas à gestão de terras agrícolas e organização de oferendas. Em uma sociedade profundamente dependente da produção rural, esses papéis eram cruciais para o sistema fiscal e para as práticas funerárias.

A capela de Younmin preserva relevos de alta qualidade, retratando cenas agrícolas e procissões de oferendas que simbolizavam o abastecimento do falecido na vida após a morte. Muitas dessas imagens mantêm suas cores originais, reforçando a importância artística do achado.

Já a capela de Ity, embora menos preservada, ainda exibe decorações coloridas e uma falsa porta — elemento simbólico que representava a passagem entre o mundo dos vivos e o dos mortos, local destinado ao depósito de oferendas ao falecido.

Após a conclusão da escavação, conservadores estabilizaram a arquitetura, os relevos e os pigmentos do túmulo. A descoberta revela a trajetória de duas gerações de administradores que serviram ao Estado egípcio há mais de quatro milênios, ampliando o conhecimento sobre a elite burocrática que sustentava o poder dos faraós.