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Estudantes da Ufal apresentam pesquisas sobre autismo em evento nacional

Ao todo, 25 estudantes voluntários integram o projeto e participam das atividades de pesquisa e extensão

Por Ascom Ufal 04/09/2026 18h06
Estudantes da Ufal apresentam pesquisas sobre autismo em evento nacional
Estudantes participam de grupo de pesquisa na Ufal - Foto: Assessoria

Estudantes dos cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vinculados ao Projeto de Pesquisa em Exercício Físico para a População com Autismo (PEFaut), participaram do maior evento de comportamento do país, o Congresso Brasileiro de Comportamento Motor (CBCM), realizado na Universidade de São Paulo (USP).

Ao todo, 25 estudantes voluntários integram o projeto e participam das atividades de pesquisa e extensão. Os trabalhos apresentados na 13ª edição do congresso têm como base estudos de caso e resultados de pesquisas realizados com crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidos pelo PEFaut, tanto na Universidade quanto em outros espaços de atendimento especializado com os quais o projeto atua.

Um dos trabalhos apresentados foi “Barreiras comportamentais de adolescentes com TEA: desafios na aplicação de teste motor”, produzido por Aécio Brito Barbosa, Larissa Oliveira Buarque e Rayssa Evelly da Silva Barbosa, estudantes do Bacharelado em Educação Física, em parceria com Wanessa Oliveira da Silva Correia, professora de Educação Física do Centro Unificado da Pessoa com TEA (Cuida).

Também foi apresentado o estudo “Influências da intervenção motora no perfil de sintomas central de crianças com TEA nível 3 de suporte”, de Alícia Hadassa dos Santos Oliveira, Láyla Roberta Mendonça de Lima, Antonielly Cristine Pereira Ferreira, Renata Lamenha de Almeida e Israel Luiz de Almeida Barros, acadêmicos da Licenciatura em Educação Física.

Já o trabalho “Intervenção com atividade motora: influências no perfil motor de adolescentes com TEA” foi desenvolvido por Bruna Emília do Nascimento Santana, Jamilly da Conceição Costa e Antonielly Cristine Pereira.

Ainda foi apresentado o trabalho “Reabilitação motora em adulto jovem com TEA: um estudo de caso”, que teve como autores Catarine Maria Leite de Abreu, Maria Eduarda Torres e Antonielly Cristine Pereira Ferreira, estudantes da Licenciatura em Educação Física, com participação de Tatiane Oliveira Fonsêca, fisioterapeuta colaboradora do PEFaut e do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Prefeitura de Maceió.

Troca de conhecimentos

Para a coordenadora do PEFaut, professora Chrystiane Toscano, a participação no CBCM possibilitou aos estudantes não apenas apresentar os resultados das pesquisas, mas também estabelecer contato com pesquisadores, profissionais e acadêmicos de diferentes regiões do país.

“Os próprios estudantes definem os eventos acadêmicos como um “banquete de saberes”, em uma experiência que amplia a formação para além da sala de aula. Eles realizaram uma imersão no âmbito do evento mais importante do comportamento motor do Brasil, onde o diálogo de pesquisa ressignifica os olhares no curso dos intercâmbios e trocas reflexivas nas apresentações dos trabalhos”, explica.

A professora destaca ainda a reação dos acadêmicos ao perceberem que as experiências desenvolvidas no programa despertam interesse em outras partes do país. “Os estudantes sentiram uma alegria imensa em perceber que o que fazem aqui no Instituto de Educação Física e Esporte, no PEFaut, gera interesse de outros de diferentes regiões do país e são constitutivos deste processo de produção acadêmica de qualidade”, afirma.

Pesquisa e extensão

Criado em 2009, o PEFaut desenvolve ações de pesquisa e extensão voltadas para pessoas com TEA. O projeto trabalha na elaboração, desenvolvimento e avaliação de intervenções com exercício físico, considerando os diferentes níveis de suporte das pessoas atendidas. Além dos atendimentos realizados na Universidade, o projeto também atua em contextos de saúde voltados a adolescentes e adultos com TEA.

Para a coordenadora, a participação dos estudantes no congresso representa uma oportunidade de vivenciar, na prática, diferentes dimensões da formação universitária. “É extraordinário perceber que o estudante que nunca saiu de Maceió consegue, nesta oportunidade voluntária no PEFaut, viver o que a universidade possibilita de mais importante”, destaca.

Segundo a professora, o contato com pesquisadores e a apresentação dos trabalhos produzidos na Ufal contribuem para consolidar a relação entre teoria e prática e fortalecem o compromisso dos estudantes com a produção científica e a responsabilidade social.

“O pouso de um voo desta dimensão permite aos alunos retornar à casa, Ufal, com um reforço de responsabilidade social e acadêmica que passa a reverberar nos corredores, nas salas de aulas e nas conversas em diferentes ambientes sociais que o acadêmico voluntário do PEFaut transita”, diz.