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Estudo aponta que medicamento à base de THC reduz sintomas de estresse pós-traumático

Tratamento com dronabinol apresentou resultados após 10 semanas de uso da substância

Por Redação* 06/08/2026 12h12 - Atualizado em 06/08/2026 12h12
Estudo aponta que medicamento à base de THC reduz sintomas de estresse pós-traumático
Imagem ilustrativa - Foto: Magnific

Um estudo publicado nesta quarta-feira (5) na revista científica Nature Medicine indica que um medicamento à base de THC pode reduzir a frequência e a intensidade dos pesadelos em pessoas com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A pesquisa avaliou o dronabinol, versão farmacêutica do principal composto psicoativo da cannabis, administrado em doses controladas antes de dormir. Após 10 semanas de tratamento, os participantes que receberam o medicamento apresentaram resultados superiores aos do grupo que utilizou placebo.

O ensaio clínico envolveu 171 adultos com TEPT e pesadelos frequentes. Desse total, 87 receberam dronabinol e 84 tomaram placebo. As doses variaram entre 2,5 mg e 15 mg por noite.

Segundo os pesquisadores, mais de um terço dos pacientes tratados deixou de apresentar pesadelos ao fim do estudo. Outros 21% registraram redução de pelo menos 50% na frequência ou intensidade dos episódios.

O estudo foi conduzido por cientistas da Charité – Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha, em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, considerado um dos modelos mais confiáveis para avaliar novos tratamentos.

De acordo com os autores, o dronabinol atua no sistema endocanabinoide, responsável por regular funções como sono, memória e resposta ao estresse. A hipótese é que o medicamento reduza a repetição de lembranças traumáticas durante o sono.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que o tratamento não equivale ao uso de cannabis fumada ou de produtos sem controle de qualidade. O estudo também não identificou sinais de dependência ou sintomas de abstinência após a interrupção do medicamento.

Apesar dos resultados promissores, os autores destacam que novas pesquisas são necessárias para avaliar a eficácia e a segurança do tratamento a longo prazo.

*Informações de Metrópoles Ciência e Saúde