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Estudo relaciona vitamina D na meia-idade a menor risco de Alzheimer
Pesquisa comparou associação em adultos por 16 anos
Manter níveis adequados de vitamina D durante a meia-idade pode ajudar a reduzir alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer. É o que indica um estudo publicado na revista Neurology Open Access, que identificou uma relação entre concentrações mais elevadas da vitamina e menor acúmulo da proteína tau, um dos principais marcadores da doença.
A pesquisa acompanhou adultos por cerca de 16 anos e constatou que aqueles com maiores níveis de vitamina D no sangue apresentaram menos depósitos da proteína tau no cérebro ao longo do tempo. Segundo os autores, o trabalho está entre os primeiros a sugerir que a vitamina pode estar relacionada à proteção cerebral antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
O estudo utilizou dados de 793 participantes do Estudo do Coração de Framingham, nos Estados Unidos. Nenhum deles apresentava demência no início da pesquisa. Os níveis de vitamina D foram medidos quando os voluntários tinham, em média, 39 anos.
Anos depois, cerca de 430 participantes passaram por exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET), capazes de detectar o acúmulo de proteínas relacionadas ao Alzheimer.
Os pesquisadores avaliaram tanto a proteína tau quanto a beta-amiloide. Os resultados mostraram associação apenas entre níveis mais altos de vitamina D e menor concentração de tau. Não foi observada relação com os depósitos de beta-amiloide.
Segundo a pesquisadora Emer McGrath, da Universidade de Galway, na Irlanda, o estudo amplia o entendimento sobre fatores que podem contribuir para a proteção do cérebro ainda na meia-idade.
Apesar dos resultados, os autores ressaltam que a pesquisa é observacional e não comprova uma relação de causa e efeito. Ou seja, não é possível afirmar que a vitamina D seja responsável pela redução da proteína tau.
A equipe destaca que serão necessários ensaios clínicos para verificar se a suplementação da vitamina durante a meia-idade pode, de fato, reduzir o risco de desenvolver Alzheimer. Estudos anteriores realizados com idosos não demonstraram benefícios semelhantes, o que reforça a necessidade de novas investigações sobre o impacto de intervenções iniciadas mais cedo.
*Informações de Metrópoles Saúde

