Ciência, tecnologia e inovação

Muro medieval de 800 anos é descoberto sob Castelo de Chester

Tecnologia com scanners a laser, drones e modelos 3D revelou estrutura construída entre os séculos XIII e XIV sem necessidade de escavações

Por Sputnik Brasil 19/07/2026 13h01
Muro medieval de 800 anos é descoberto sob Castelo de Chester
Pesquisadores encontraram vestígios de ponte construída entre os séculos XIII e XIV sem realizar escavações - Foto: CC BY 2.0 / John Allan /

Arqueólogos identificaram vestígios de uma ponte medieval de 800 anos sob o Castelo de Chester, no noroeste da Inglaterra, sem a necessidade de escavações tradicionais, segundo a revista Archaeology News.

A descoberta foi possível graças a um levantamento digital que utilizou scanners a laser, drones e modelos 3D para documentar o castelo. Durante a análise das passagens subterrâneas sob um tribunal, os pesquisadores notaram uma seção de alvenaria distinta das paredes do século XVIII ao redor.

De acordo com a publicação, as passagens ficam sob a antiga prisão, construída durante a remodelação do castelo pelo arquiteto Thomas Harrison no final do século XVIII. Por muitos anos, acreditou-se que Harrison havia removido essa parte do castelo medieval. No entanto, a parede recém-identificada revela uma nova perspectiva sobre a história da fortaleza.

Comparando a cantaria encontrada com a alvenaria normanda remanescente, os pesquisadores confirmaram que se trata de uma ponte erguida entre 1260 e 1280, com quase três metros de altura.

A estrutura originalmente atravessava a vala defensiva do castelo e estava conectada a um portão fortificado. Descobertas semelhantes em outras fortalezas sugerem que a ponte possuía um mecanismo de ponte levadiça, conforme destacado pelo artigo.

O uso de varreduras de alta resolução, aliado a mapas antigos e plantas históricas, permitiu localizar com precisão a muralha e demonstrou que partes substanciais da construção medieval sobreviveram às reformas posteriores.

Segundo a reportagem, a descoberta evidencia como tecnologias modernas não invasivas podem revelar elementos históricos ocultos e ampliar o conhecimento sobre a evolução de monumentos antigos, sem causar danos ao solo.