Ciência, tecnologia e inovação

Pesquisadores identificam sinais de consciência em abelhas

Por Sputnik Brasil 06/06/2026 12h12
Pesquisadores identificam sinais de consciência em abelhas
Foto: © AP Photo / Michael Probst

As abelhas continuam surpreendendo a comunidade científica: um novo estudo revela que esses insetos possuem inteligência básica para resolver problemas, segundo reportagem de um jornal britânico.

De acordo com a matéria, experimentos indicam que as abelhas são capazes de utilizar ferramentas para superar desafios do cotidiano, evidenciando habilidades cognitivas mais avançadas do que se imaginava.

"Em uma pesquisa recente, demonstrou-se que as abelhas conseguem rolar uma bola de poliestireno até um local específico, subir nela e alcançar uma flor artificial fixada em um teto baixo. Essa descoberta desafia a crença de longa data de que os insetos agem apenas por instinto, baseados em aprendizado mecânico de tentativa e erro", destaca a reportagem.

O estudo adaptou a clássica tarefa da caixa e da banana para abelhões. Os pesquisadores treinaram abelhas jovens a associar uma flor artificial azul à água com açúcar. Depois, colocaram a flor fora do alcance, no teto de uma câmara transparente, e introduziram uma bola.

Para obter a recompensa, as abelhas precisaram rolar a bola até debaixo da flor e subir nela, uma sequência de ações inédita para elas. Três quartos das abelhas testadas tiveram sucesso na versão mais simples do experimento.

Para eliminar a hipótese de que as abelhas estavam apenas brincando com a bola ou seguindo a pista azul por acaso, os pesquisadores aumentaram a dificuldade da tarefa e testaram a memória das abelhas, escondendo a flor com luz vermelha antes de apresentar a bola.

No teste final, a maioria das abelhas lembrou corretamente a localização da flor e posicionou a bola sob ela, demonstrando capacidade de planejamento e uso de objetos como ferramenta.

Os resultados sugerem que os pequenos cérebros dos insetos são capazes de gerar comportamentos flexíveis e espontâneos de resolução de problemas, desafiando a ideia de que cognição complexa depende de cérebros grandes, conclui a reportagem.